ASSIM CAMINHA O BRASIL, DEPOIS DA COPA DO MUNDO...
O BRASIL perdeu, ou melhor, “A SELEÇÃO BRASILEIRA” comandada pela ditadura da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) foi eliminada, mas isso pouco importa, nem todo brasileiro irá fazer esse tipo de reflexão. A verdade é que todos nós que vestimos a nossa camisa amarela e enfeitamos as nossas casas e ruas com as cores da bandeira brasileira estamos arrasados com eliminação do time de DUNGA, que todos adotamos como “O NOSSO” TIME. Depositamos todas as nossas expectativas e passamos a torcer. Nossos problemas parecerem que ficaram para escanteio, “VESTIMOS AS MESMAS CORES”, falamos a mesma língua, torcemos pelos mesmos ideais. Quanta confraternização!Quanta celebração! (isso não é legal? Claro que é! Inclusive ganhamos apoio de torcedores e outros povos que não tem tanta expressão no assunto que passaram a torcer juntos conosco). A vitória da seleção parece ser simbolicamente “A NOSSA VITÓRIA”.
Mas o “BRASIL” perdeu e parece que todos os problemas voltaram para as nossas vidas após a eliminação. A desigualdade (embora nível menor a partir do governo LULA) ainda permanece viva; a corrupção e a falta de CONSCIÊNCIA POLÍTICA, nem sem fala; e na educação ainda não temos tanto a comemorar, sobretudo, aqui no norte (que nos digam os últimos números do IDEB). Enquanto isso uma cambada de brasileiros de “MEIA-TIGELA”, nem esperou o jogo com a Holanda terminar que já “tirou a camisa”, logo agora que estamos nos aproximando das eleições presidenciais, e o país vai precisar de nosso verdadeiro exercício de cidadania! Como dizia o saudoso CAZUZA: Brasil mostra a tua cara!
Que mania que temos de “ser brasileiros” apenas em época de copa do mundo! A copa passou, deixou algo de bom? Claro que sim. Quem conhecia a verdadeira África antes do mundial (ainda lembramos o APARTHEID?), quanto desigualdade que na prática ainda encontramos todos os dias inclusive aqui no Brasil (Digo aqui mesmo em Igarapé-Miri).
A copa acabou, mas não podemos “TIRAR A CAMISA” agora e esquecer que ainda somos brasileiros, ou seria melhor dizer: vamos ver quem ainda vai continuar sendo brasileiro!
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
POEMA
PODER
( Ao dia 13 de março na cidade de Brasília)
Em cada prédio indefinido
Por uma engenharia geométrica de invejável simetria
Em cada esquina indecifrável
Da cidade de Brasília
Asa Norte, Asa Sul
Praça dos três poderes
Quanta exuberância artística
Nos altos da torre de TV eu posso ver
O que milhares de brasileiros não podem enxergar
A cidade de JK
A unidade materializada
De um país que também é meu
Brasil !
Brasília,
Cidade repleta de glamour
De poder e de arte
De justiça e de corrupção
De leis e de barbárie
E de gente que também é gente como a gente !
Que na rua a gente não vê,
Estarão escondidos em confortáveis arranha-céus?
Quiçá em mansões privilegiadas?
Ou em cidades satélites que admitem uma civilização marginal?
Brasilândia?
Brasília!
Capital
Capital do Capital
Símbolo da Unidade
De um país Chamado BRASIL!
( Ao dia 13 de março na cidade de Brasília)
Em cada prédio indefinido
Por uma engenharia geométrica de invejável simetria
Em cada esquina indecifrável
Da cidade de Brasília
Asa Norte, Asa Sul
Praça dos três poderes
Quanta exuberância artística
Nos altos da torre de TV eu posso ver
O que milhares de brasileiros não podem enxergar
A cidade de JK
A unidade materializada
De um país que também é meu
Brasil !
Brasília,
Cidade repleta de glamour
De poder e de arte
De justiça e de corrupção
De leis e de barbárie
E de gente que também é gente como a gente !
Que na rua a gente não vê,
Estarão escondidos em confortáveis arranha-céus?
Quiçá em mansões privilegiadas?
Ou em cidades satélites que admitem uma civilização marginal?
Brasilândia?
Brasília!
Capital
Capital do Capital
Símbolo da Unidade
De um país Chamado BRASIL!
ESCRITOR ELÁDIO LOBATO DEIXA VIDA, MAS SEU NOME PERMENECERÁ NA HISTÓRIA DE IGARAPÉ-MIRI
Igarapé-Miri decreta luto após o falecimento do escritor Eládio Lobato, ocorrido no dia 15 de maio na capital paraense onde ele residia. Eládio Correa Lobato, nasceu no município de Igarapé-Miri em 29 de outubro de 1921, filho do Capitão da Guarda Nacional Arcelino Brasiliano de Miranda Lobato e Inês Tourão Correa Lobato.Foi Soldado da Borracha, em 1942, por ocasião da Segunda Guerra Mundial.
Político atuante, escritor, jornalista e editor. Foi vereador, exerceu dois mandatos de prefeito de Igarapé-Miri e duas vezes deputado estadual. Deixou varias obras e artigos publicados, entre as quais a obra “Caminho de Canoa Pequena”, obra mais importante para o município, já que conta a história de Igarapé-Miri, desde antes mesmo de sua fundação política. Eládio Lobato escreveu outras obras importantes como “A Festa de Nazaré e Vila Maiauatá”, “Festas Centenárias de Igarapé-Miri”, “A Fêmea do Cupim” além de outras. Colaborou com jornais de grande veiculação no estado (A província do Pará), editou e escreveu o periódico Correio de Igarapé –Miri, ao lado de sua filha Graça Garcia Lobato, por um longo tempo.
Acadêmico de varias instituições teve seu lugar definitivamente marcado nas Letras do Estado do Pará, como cadeira 01 da Academia Paraense de Jornalismo, cadeira 32 da Academia Paraense Literária Interiorana, membro da Academia de Imprensa de Belém, Associação Paraense de Escritores, Centro Paraense de Estudos Folclóricos e cadeira 19 do Instituto Histórico e Geográfico. O destacado senso de civismo o levou a criar no inicio da década de 70 o Brasão de armas e pavilhão de Igarapé-Miri.Todos esses e atributos o tornaram um mito que ainda continua sempre vivo na História do município de Igarapé-Miri. Após a noticia do falecimento do escritor Eládio Lobato (aos 88 anos), o prefeito em exercício, Francisco Pantoja decretou luto durante três dias no município em forma de reconhecimento pelos inúmeros serviços prestados à historia de Igarapé-Miri.
IGARAPÉ-MIRI DÁ ADEUS AO POETA MANOEL MACHADO
Faleceu no dia 09 de junho um dos nomes mais importantes da escrita miriense. O maior nome da literatura de cordel no município “deixa a vida” aos 80 anos de idade, porém o seu nome certamente não será esquecido. MANOEL ALEXANDRINO DE CASTRO MACHADO nasceu no Rio das Flores no dia 22 de setembro de 1929. Filho muito amado do casal Pedro Paulo Machado e Isabel de Castro Machado. Teve uma infância muito feliz. Desde sua infância, já mostrava seu lado poeta, tendo sua mãe como professora e a principal incentivadora. Esse dom que Deus lhe confiou, com dez anos de idade ela lhe pediu que recitasse uma poesia ao então Governador Magalhães Barata, e Machado levado como ele só, puxou uma cadeira, subiu nela e declamou o poema “A Árvore e o Menino” e foi muito aplaudido por todos. Ele foi crescendo e seu dom foi ficando mais refinado. Casou-se com Nazaré da Costa Machado com quem teve 6 filhos. Foi convidado por vários políticos e celebridades para fazer as suas trajetórias de vida. Ficou muito conhecido por suas obras: “Nossa Terra, Nossa Gente; Brasil 500 anos; Os Artistas de Igarapé-Miri; Igarapé-Miri na era dos Engenhos;” e não podemos deixar de falar do marco das suas obras: “A Balsa dos Derrotados” que sempre levou o povão a rir após a decisão das eleições. Ultimamente aposentado a sua diversão diária era estar com os amigos no fim de tarde jogando “sueca”. Todos seus familiares e amigos sentem-se orgulhosos por terem um ícone tão respeitado, e agradecem a Deus por seus 80 anos de felicidade; pelo exemplo de dedicação, respeito, amor fraternal e acima de tudo o exemplo de como vivermos verdadeiramente!
segunda-feira, 24 de maio de 2010
DIRETORIA DO SINTEPP RETOMA AS NEGOCIAÇÕES DO PCCR E PEDE MAIOR PARTICIPAÇÃO DOS FILIADOS NAS LUTAS DA CATEGORIA
Professores da rede municipal de Igarapé-Miri realizam no dia 11 de maio uma caminhada pelas ruas da cidade organizada pelo SINTEPP (Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará – Sub Sede Igarapé-Miri). O objetivo do movimento foi chamar a atenção do poder público para a retomada da discussão sobre o PCCR (Plano de Cargos, Carreira e Remuneração). Segundo o sindicato, PCCR vem sendo debatido desde o mês de outubro de 2009, e pela Lei 11.738, já deveria ter sido aprovado até dezembro de 2009, todavia governo sindicato até então não conseguiram entrar em consenso.
Após a elaboração de uma nova proposta de Plano construída pela categoria de educadores do município a qual em seguida foi encaminhada pelo sindicato ao Poder Executivo, uma comissão do SINTEPP foi recebida pelo prefeito Roberto Pina e ao final da reunião foi construída uma agenda de reuniões para negociações.
O SINTEPP mantém uma proposta de cargo único que segundo representante do SINTEPP será um avanço enorme na educação do município. A categoria também foi até a câmara municipal e falou aos vereadores sobre sua preocupação com relação ao regime jurídico que naquele dia estava na pauta da casa para reformulação.
A diretoria do SINTEPP aproveita para pedir maior participação dos filiados nas lutas e desafios da categoria.
ASSOCIAÇÃO MUTIRÃO : 20 anos de sonhos, conquistas e desafios
Vinte anos se passaram desde 1990, trabalhadores e trabalhadoras, representantes de organizações sindicais e eclesiais de base pensaram num projeto que viesse dar suporte para os trabalhadores, buscando uma economia sustentável em substituição a monocultura da cana-de-açúcar. Foi nesse momento que surgiu a iniciativa política fruto do acúmulo de vivências e organização que levou a construção de um projeto alternativo de superação do período da estagnação e do êxodo rural para retomada da economia local com organização de processos produtivos reconstruindo os rumos do desenvolvimento do município. Este projeto foi batizado com o nome de “PROJETO MUTIRÃO”.
A história do início do projeto data os dias 30 e 31 de maio de 1990, onde 68 pessoas reunidas na comunidade Tracuateua realizaram o primeiro mutirão na sede da associação com trabalhos de voluntários e solidários que daí em diante continuou mensalmente e sempre aumentando mais pessoas ( um mutirão de dois dias por mês que durou 10 anos: 1990- 2000). Com essa organização os trabalhadores conseguiram comprar uma área 545 hectares localizado às margens do Rio Meruú- Açu/ Ponta Negra com apoio financeiro de uma ONG católica denominada MANITESE ( italiana), que ajudou na construção da infraestrutura: barcos e centro de formação.
Em 2000 foi feita uma avaliação dos 10 anos de mutirão e processo de reflexão a respeito da prática desenvolvida pela associação, sua organização social e cultural.
Em 2004 os produtores de açaí de Igarapé-Miri conquistaram a certificação orgânica do produto. Em comemoração a essa conquista foi realizada em novembro de 2004 a I Festa do Açaí Orgânico que atualmente é um dos principais festivais do município. Em 2008 através do “Projeto Produzir” foram formadas mais de 420 famílias agroextrativista, a estas famílias foram distribuídas cerca de 10 mil mudas de vegetais permanentes.
Ao completar 20 anos de história o Projeto Mutirão continua sendo materialização da luta contínua pela valorização da qualidade de vida e pela consolidação de um novo projeto de desenvolvimento para o município.
A história do início do projeto data os dias 30 e 31 de maio de 1990, onde 68 pessoas reunidas na comunidade Tracuateua realizaram o primeiro mutirão na sede da associação com trabalhos de voluntários e solidários que daí em diante continuou mensalmente e sempre aumentando mais pessoas ( um mutirão de dois dias por mês que durou 10 anos: 1990- 2000). Com essa organização os trabalhadores conseguiram comprar uma área 545 hectares localizado às margens do Rio Meruú- Açu/ Ponta Negra com apoio financeiro de uma ONG católica denominada MANITESE ( italiana), que ajudou na construção da infraestrutura: barcos e centro de formação.
Em 2000 foi feita uma avaliação dos 10 anos de mutirão e processo de reflexão a respeito da prática desenvolvida pela associação, sua organização social e cultural.
Em 2004 os produtores de açaí de Igarapé-Miri conquistaram a certificação orgânica do produto. Em comemoração a essa conquista foi realizada em novembro de 2004 a I Festa do Açaí Orgânico que atualmente é um dos principais festivais do município. Em 2008 através do “Projeto Produzir” foram formadas mais de 420 famílias agroextrativista, a estas famílias foram distribuídas cerca de 10 mil mudas de vegetais permanentes.
Ao completar 20 anos de história o Projeto Mutirão continua sendo materialização da luta contínua pela valorização da qualidade de vida e pela consolidação de um novo projeto de desenvolvimento para o município.
sábado, 1 de maio de 2010
CULTURA
ANAPU VAI SEDIAR A II EDIÇÃO DA FEIRA DA CULTURA RIBEIRINHA
A Diretoria Executiva do Instituto Caboclo da Amazônia (INCAM) reuniu, neste domingo (25), com representantes do Conselho de Distrital do Anapu, juntamente com a Comunidade Católica de ALTO ANAPU, para anunciar o nome da localidade como sede II Edição da Feira da Cultura Ribeirinha, das Ilhas de Igarapé-Miri. O evento, que teve sua primeira edição no ano passado no distrito Maiauatá (Comunidade de Mamangalzinho), surgiu com a proposta de contribuir com o resgate e apropriação da tradição cultural das comunidades ribeirinhas do município de Igarapé-Miri. A decisão da escolha da comunidade como sede Feira Ribeirinha deste ano foi anunciada pela diretoria executiva do INCAM, representada pelos Senhores: Profº Isaac Fonseca Araújo (Presidente), Profº Israel Araújo (Secretário-Geral) e Profº Antonio Marcos Ferreira (Diretor do Núcleo Cultura e Educação Popular), na comitiva também estavam a professora Vanilza Moraes (esposa de Antonio Marcos e integrante do Núcleo de Cultura) e Sra. Keila Santos (Esposa de Isaac Araújo). A Feira Ribeirinha deste ano acontecerá nos dias 21 e 22 de agosto e debaterá a temática "Água, Economia e Desenvolvimento Sustentável". A Diretoria do Instituto sai de Anapu bastante entusiasmada com a empolgação das várias dezenas de pessoas presentes à citada Reunião. A perspectiva é que em 2010 seja superado o sucesso do Evento de 2009, do Distrito Maiauatá.
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