quarta-feira, 15 de setembro de 2010

II FEIRA DA CULTURA RIBEIRINHA DAS ILHAS DE IGARAPÉ-MIRI















ALTO ANAPU SEDIOU O EVENTO EM 2010
A comunidade de Alto Anapu sediou nos dia 21 e 22 de agosto a II Feira da Cultura Ribeirinha das ilhas de Igarapé-Miri. O evento que é realizado pelo Instituto Caboclo da Amazônia, através do Núcleo de Cultura e Educação Popular, recebeu diversas lideranças de vários seguimentos como Educação no Campo, comunidades - CEBs, movimentos sociais e pastorais, entre eles/elas: Colônia de Pescadores, Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Pastoral da Juventude (Cia de Teatro e Dança JUCARÁ-Juventude Criando e Avançando na Região Amazônica) e Programas como o “Saberes da Terra”. Estavam presentes também as Comunidades Católicas de Mamangalzinho (Sede da I Feira Ribeirinha) com sua delegação denominada “ Tribo dos Mamangais”, Baixo Anapu, Menino Deus, Pindobal,Cruzeiro, Nossa Senhora de Fátima- Cidade, Divino Espírito Santo- Cidade...e outros/outras,o poder público esteve representado pela Secretaria de Cultura, poder legislativo: vereadores Elivelto Miranda/ PT e Carmozinha/PV, além de departamentos como: Economia Solidária e Aquicultura e Pesca. Neste ano a Feira teve como tema “Água, Economia e Desenvolvimento Sustentável”. Um dos focos abordados na abertura e na mesa redonda foi a questão dos “Acordos de Pesca” que foi provocado de forma veemente pelo Sr.Raimundo Velho (Depto.de Aquicultura e Pesca) e pelo Sr.Junivaldo (Cons.Distrital-Alto Anapu). Raimundo Velho disse que o descumprimento dos acordos de pesca são ameaças a preservação e a atividade pesqueira para as gerações futuras. A Feira também discutiu a também a questão “ Juventude Consciência Política” em palestra ministrada pelo Prof. Antônio Marcos Ferreira (Dir. do Núcleo de Cultura e Educ.Popular), em seguida foram ministradas oficinas pelo presidente do INCAM (Prof.Isaac F. Araújo), pela Vice Presidente (Profª.Tatiandra) e pela Dir.Núcleo de Desenvolvimento (Fábia Corrêa). Diversas apresentações culturais como, Coreografias, Danças folclóricas, musicas sacras e “Encontro das Cobras” marcaram o Encerramento da II Feira Ribeirinha de Alto Anapu, nas palavras do presidente do INCAM,Isaac Araújo e do Prof. João Maria Quaresma (J.Santiago) a Feira cumpre seu papel em promover a valorização das nossas riquezas naturais e culturais.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Sabedorias de um Povo Sábio - Prof. Israel Fonseca Araújo(*)

Olá, tanta gente amiga; amigo(a) que lê as mensagens de parca sabedoria que escrevo neste espaço. Não, não sou Candidato a nem meio Cargo Eletivo nestas Eleições de 2010 (rsrsrsrs). Estou aqui (estamos, entenda-se: viva a polifonia discursiva!) para aclamar a Sabedoria de um Povo Sábio, que é o povo do Brasil (viva a redundância linguística; sepulte-se o nosso eterno medo de nos arriscarmos em matérias de efetivo uso da língua).
Quero refletir com Você, agora leitor(a) deste texto, sobre certas passagens textuais que ouvimos (e lemos) amiúde, passando quase despercebidas, até que fazemos uma reflexão mais detida acerca do conteúdo delas (Viva o operador argumentativo escalar ATÉ! Tradução: esse vocábulo opera, em termos argumentativos, numa escala (por ex. ascendente ou descendente), em construções frasais tais como: Foi uma Reunião Política bastante prestigiada, tendo dela participado Vereadores, Empresários, Prefeitos, Deputados e, até, o Presidente da República (Eu ia dizer “até o Presidente da União Européia”, mas não quis prestigiar essa prestigiada Corte”)). Mas, voltemos à citada Sabedoria: (1) 30/06/10, quarta, na fila do Banpará (Abaetetuba; Igarapé-Miri não tem Agência desse Banco), uma jovem a meu lado sentada observa uma barreira divisória colocada entre o Caixa e as pessoas, o que dificulta a visão de quem está esperando, impedindo que se veja o que a pessoa que está no Caixa está fazendo (quanto, por ex., está sacando). Diz a Moça: “Assim dá pra alguém fazer um assalto lá, puxar um revólver, sem que, aqui, a gente saiba do que está se passando”: é sempre possível avaliar as coisas de, pelo menos, dois pontos de vista, um Positivo (com entusiasmo), um Negativo (com pessimismo)!; (2) No final de junho (2010), o Presidente Lula enfatizou que não “quer ser” o Presidente da ONU, porque acha que esse Cargo deve ser preenchido por um burocrata que saiba se submeter aos interesses dos Países-Membros (mais ou menos assim!). Traduzir-se-ia esse pensamento por “deve ser preenchido por uma pessoa que não teria a habilidade política lulista (ou *lulense!), sua capacidade de articulação e liderança”; (3) Nos preparemos para começar a ouvir as frases de (d)efeito, do tipo: “Neste você pode confiar”, durante as Eleições de 2010. Claro, nele(a) confiaremos; noutros(as), NÃO. É isso?; justamente fazendo referência a uma categoria que teria precisado de uma Lei “Ficha-Limpa” para ser monitorada (guardem as devidas cautelas e proporções nestas horas!)?; (4) E eis que estava a Argentina a perder para os alemães (lembrei de certa Colega minha, de estudos, que ao pronunciar o plural dessa gente, bradou, cheia de charmes, um “alemões”/rsrsrsrsrs) quando o pessoal da TV Globo pede a opinião do ex-cruzeirense Sorin: fiquei sem saber se traduzia esse nome por Shorin ou por Sorinho – este, de medicamento para curar o bafo deles. Fiquei com o Shorin, pela solidariedade que devo ter por tão nobres hermanos; meu filho, que leva nome italiano (Giovanni), sofria bastante com essa besteira de torcer para time inferior à Seleção Canarinho; (5) Quando pensamos que a publicidade (no comércio miriense) já chegou a seu ápice eis que surge uma loja que vende tudo a “preço único” com duas possibilidades de pagamento (R$ X ou R$ Y): está vendendo produtos “no paneiro”, por conta desta nova estratégia linguístico-discursiva; (6) Derradeira, por ora: sabem por que a Argentina levou aquela rimpada e caiu “de quatro” ante à Alemanha? Por conta de problemas aéreos: era preciso que eles colocassem primeiro os pés no chão. P. S.: Essas notas sobre los hermanos são uma mostra de minha afeição por meu primogênito Giovanni do Nascimento Araújo. Frases de (d)efeito sobre o goleiro Bruno: a) Bruno sai do Flamengo e vai para Bangu (Sendo só ir, passar um tempo e voltar deve-se usar o “a Bangu”, em respeito às normas da Gramática Normativa de “nosso” Português); b) Bruno toma café da manhã podendo optar por um copo de café ou um de leite; c) Bruno dorme em uma cama de seis metros quadrados, sem direito a Acompanhante, seja do sexo que for. Forte abraço, amigos(as).

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(*)Israel Fonseca Araújo é professor/sonhador da área da Linguagem; poeta/cronista; Sócio-Fundador do Incam (Instituto Caboclo da Amazônia); escreve para os jornais “A Folha de Maiauatá” e “Jornal Miriense”, para os Blogs afolhademaiauata.blogspot.com e escolaenedinasampaio.blogspot.com e no WWW.recantodasletras.uol.com.br/professorisrael.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

ENCANTO LITERÁRIO

CARTA DE DESPEDIDA


(SILVIANE RAIOL)

Esta simples folha de papel
Leva a minha eterna saudade
E minha única esperança
De te encontrar de novo
Já que foi assim
Vamos aceitar
Que nossos mundos se separaram e
E teve que ser assim
Quem me dera poder ficar pra sempre
Em sua imaginação “perdida”
Sei que não vai ser fácil pra nos dois
Caminharmos sozinhos
Sem a companhia encantadora e amável um do outro
Agora a minha saudade se transforma
Em um pequeno oceano de lagrima
E a minha esperança torna-se uma busca continua...

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

EDITORIAL

ASSIM CAMINHA O BRASIL, DEPOIS DA COPA DO MUNDO...

O BRASIL perdeu, ou melhor, “A SELEÇÃO BRASILEIRA” comandada pela ditadura da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) foi eliminada, mas isso pouco importa, nem todo brasileiro irá fazer esse tipo de reflexão. A verdade é que todos nós que vestimos a nossa camisa amarela e enfeitamos as nossas casas e ruas com as cores da bandeira brasileira estamos arrasados com eliminação do time de DUNGA, que todos adotamos como “O NOSSO” TIME. Depositamos todas as nossas expectativas e passamos a torcer. Nossos problemas parecerem que ficaram para escanteio, “VESTIMOS AS MESMAS CORES”, falamos a mesma língua, torcemos pelos mesmos ideais. Quanta confraternização!Quanta celebração! (isso não é legal? Claro que é! Inclusive ganhamos apoio de torcedores e outros povos que não tem tanta expressão no assunto que passaram a torcer juntos conosco). A vitória da seleção parece ser simbolicamente “A NOSSA VITÓRIA”.
Mas o “BRASIL” perdeu e parece que todos os problemas voltaram para as nossas vidas após a eliminação. A desigualdade (embora nível menor a partir do governo LULA) ainda permanece viva; a corrupção e a falta de CONSCIÊNCIA POLÍTICA, nem sem fala; e na educação ainda não temos tanto a comemorar, sobretudo, aqui no norte (que nos digam os últimos números do IDEB). Enquanto isso uma cambada de brasileiros de “MEIA-TIGELA”, nem esperou o jogo com a Holanda terminar que já “tirou a camisa”, logo agora que estamos nos aproximando das eleições presidenciais, e o país vai precisar de nosso verdadeiro exercício de cidadania! Como dizia o saudoso CAZUZA: Brasil mostra a tua cara!
Que mania que temos de “ser brasileiros” apenas em época de copa do mundo! A copa passou, deixou algo de bom? Claro que sim. Quem conhecia a verdadeira África antes do mundial (ainda lembramos o APARTHEID?), quanto desigualdade que na prática ainda encontramos todos os dias inclusive aqui no Brasil (Digo aqui mesmo em Igarapé-Miri).
A copa acabou, mas não podemos “TIRAR A CAMISA” agora e esquecer que ainda somos brasileiros, ou seria melhor dizer: vamos ver quem ainda vai continuar sendo brasileiro!

POEMA

PODER
( Ao dia 13 de março na cidade de Brasília)

Em cada prédio indefinido
Por uma engenharia geométrica de invejável simetria
Em cada esquina indecifrável
Da cidade de Brasília
Asa Norte, Asa Sul

Praça dos três poderes
Quanta exuberância artística
Nos altos da torre de TV eu posso ver
O que milhares de brasileiros não podem enxergar
A cidade de JK
A unidade materializada
De um país que também é meu
Brasil !

Brasília,
Cidade repleta de glamour
De poder e de arte
De justiça e de corrupção
De leis e de barbárie
E de gente que também é gente como a gente !
Que na rua a gente não vê,
Estarão escondidos em confortáveis arranha-céus?
Quiçá em mansões privilegiadas?
Ou em cidades satélites que admitem uma civilização marginal?
Brasilândia?

Brasília!
Capital
Capital do Capital
Símbolo da Unidade
De um país Chamado BRASIL!

ESCRITOR ELÁDIO LOBATO DEIXA VIDA, MAS SEU NOME PERMENECERÁ NA HISTÓRIA DE IGARAPÉ-MIRI


Igarapé-Miri decreta luto após o falecimento do escritor Eládio Lobato, ocorrido no dia 15 de maio na capital paraense onde ele residia. Eládio Correa Lobato, nasceu no município de Igarapé-Miri em 29 de outubro de 1921, filho do Capitão da Guarda Nacional Arcelino Brasiliano de Miranda Lobato e Inês Tourão Correa Lobato.Foi Soldado da Borracha, em 1942, por ocasião da Segunda Guerra Mundial.
Político atuante, escritor, jornalista e editor. Foi vereador, exerceu dois mandatos de prefeito de Igarapé-Miri e duas vezes deputado estadual. Deixou varias obras e artigos publicados, entre as quais a obra “Caminho de Canoa Pequena”, obra mais importante para o município, já que conta a história de Igarapé-Miri, desde antes mesmo de sua fundação política. Eládio Lobato escreveu outras obras importantes como “A Festa de Nazaré e Vila Maiauatá”, “Festas Centenárias de Igarapé-Miri”, “A Fêmea do Cupim” além de outras. Colaborou com jornais de grande veiculação no estado (A província do Pará), editou e escreveu o periódico Correio de Igarapé –Miri, ao lado de sua filha Graça Garcia Lobato, por um longo tempo.
Acadêmico de varias instituições teve seu lugar definitivamente marcado nas Letras do Estado do Pará, como cadeira 01 da Academia Paraense de Jornalismo, cadeira 32 da Academia Paraense Literária Interiorana, membro da Academia de Imprensa de Belém, Associação Paraense de Escritores, Centro Paraense de Estudos Folclóricos e cadeira 19 do Instituto Histórico e Geográfico. O destacado senso de civismo o levou a criar no inicio da década de 70 o Brasão de armas e pavilhão de Igarapé-Miri.Todos esses e atributos o tornaram um mito que ainda continua sempre vivo na História do município de Igarapé-Miri. Após a noticia do falecimento do escritor Eládio Lobato (aos 88 anos), o prefeito em exercício, Francisco Pantoja decretou luto durante três dias no município em forma de reconhecimento pelos inúmeros serviços prestados à historia de Igarapé-Miri.

IGARAPÉ-MIRI DÁ ADEUS AO POETA MANOEL MACHADO

Faleceu no dia 09 de junho um dos nomes mais importantes da escrita miriense. O maior nome da literatura de cordel no município “deixa a vida” aos 80 anos de idade, porém o seu nome certamente não será esquecido. MANOEL ALEXANDRINO DE CASTRO MACHADO nasceu no Rio das Flores no dia 22 de setembro de 1929. Filho muito amado do casal Pedro Paulo Machado e Isabel de Castro Machado. Teve uma infância muito feliz. Desde sua infância, já mostrava seu lado poeta, tendo sua mãe como professora e a principal incentivadora. Esse dom que Deus lhe confiou, com dez anos de idade ela lhe pediu que recitasse uma poesia ao então Governador Magalhães Barata, e Machado levado como ele só, puxou uma cadeira, subiu nela e declamou o poema “A Árvore e o Menino” e foi muito aplaudido por todos. Ele foi crescendo e seu dom foi ficando mais refinado. Casou-se com Nazaré da Costa Machado com quem teve 6 filhos. Foi convidado por vários políticos e celebridades para fazer as suas trajetórias de vida. Ficou muito conhecido por suas obras: “Nossa Terra, Nossa Gente; Brasil 500 anos; Os Artistas de Igarapé-Miri; Igarapé-Miri na era dos Engenhos;” e não podemos deixar de falar do marco das suas obras: “A Balsa dos Derrotados” que sempre levou o povão a rir após a decisão das eleições. Ultimamente aposentado a sua diversão diária era estar com os amigos no fim de tarde jogando “sueca”. Todos seus familiares e amigos sentem-se orgulhosos por terem um ícone tão respeitado, e agradecem a Deus por seus 80 anos de felicidade; pelo exemplo de dedicação, respeito, amor fraternal e acima de tudo o exemplo de como vivermos verdadeiramente!