Vitória histórica de Roberto Pina faz toda a cidade de Igarapé-Miri “ vestir” Vermelho
(Por Antonio Marcos)
Como à quatro anos atrás, quando uma mulher chegava pela primeira vez a prefeitura de Igarapé –Miri , em outubro de 2008 outro fato histórico aconteceu na Capital Mundial do Açaí. Pela primeira vez na história do Miri um candidato do Partido dos Trabalhadores chega ao palacete Senador Garcia. Um homem do povo, de origem humilde, nascido às margens do Rio Santo Antônio, Roberto Pina de Oliveira transformou-se em uma das personalidades mais influentes do Baixo - Tocantins, “formado” no interior dos movimentos sociais e na “Universidade da vida”, Pina, passou a ser a referência do partidos dos trabalhadores nos últimos tempos e a ter o seu nome consolidados por militantes e simpatizantes do partido ao longo de três eleições, onde foi passo a passo conquistando a confiança e “ a força do povo” . Com a apoio do PTB de Francisco Pantoja (que se transformou no vice de Pina) e demais lideranças políticas (como Deputado Miriquinho, Deputado Cezar Colares, Graça Leão e outros) que ao lado de lideranças comunitárias e empresários locais em nome da causa miriense (com o projeto de construção de um novo Igarapé-Miri) foram unindo forças à candidatura Pina 13, que foi se transformando passo a passo em uma opção consistente e inovadora aos olhos dos eleitores mirienses.
No tão esperado 05 de outubro, com 15.485 votos, contra 12.517 votos da atual prefeita Dilza Maria Pantoja Correia e 930 votos de Pastor Alberto Amorim, o nome de Roberto Pina foi enfim consolidado como prefeito eleito de Igarapé-Miri. Quanto os votos do candidato Mário da Costa Leão (Ex-prefeito do município) vale lembrar que não foram computados visto que sua candidatura encontrava-se indeferida.
No mesmo dia 05, por volta das 17: 30 minutos, já era possível escutar os primeiros estouros dos fogos que a principio timidamente e logo após dominados por um clima de “euforia vermelha” começaram a ganhar todas as ruas da cidade. A festa estendeu-se pela noite e manhã seguinte. À tarde, logo cedo, a festa tomou as ruas de Vila Maiauatá com a presença de Pina e vereadores eleitos, em segunda a carreata da vitória (após ato de solidariedade à família de “Manoelzinho”, que faleceu logo após o anúncio da conquista) ganhou as principais ruas de Igarapé-Miri. Todos contagiados pela emoção que era despertada pelas bandeiras vermelhas que anunciavam a passagem do novo prefeito, a nova primeira dama do município e o vice Francisco Pantoja que ao lado de Pina cumprimentava os moradores da terra do açaí, todos ansiosos e esperançosos de que o novo mandato possa representar um novo tempo para o povo miriense!
sábado, 1 de novembro de 2008
EDITORIAL
VIVA A DEMOCRACIA !
Prof.Antonio Marcos Ferreira
antoniomarcospoeta@yahoo.com.br
No último dia 05 de outubro milhares de brasileiros foram aos colégios eleitorais de todo o país, a fim de “fazer valer” o tradicional exercício de cidadania, efetuando a escolha “consciente” de prefeitos e vereadores, quais exercerão os devidos mandatos durante o próximo quadriênio (2009 – 2112).
O que não fora diferente no nosso querido município de Igarapé-Miri, “Capital Mundial do Açaí”, onde 34.430 (trinta e quatro mil quatrocentos e trinta) dos nossos 39.820 ( trinta e nove mil oitocentos e vinte) eleitores compareceram a este ato de cidadania.
Foi um dia de festa. Uma festa da “democracia”! Opa! Disse democracia? Sim, uma democracia nem tão democrática, capaz de deixar perplexo qualquer admirador da boa ética kantiana¹ (fundamentada no princípio da autonomia e do dever).
Certamente todos sabem ao que quero me referir, Ora! No nosso município tal como em outros municípios deste imenso estado (seja no Baixo-Amazonas ou Sul do Pará, quanto aqui nesta região, a poucas “léguas” da capital), os períodos eleitorais são marcados por festivais de irregularidades, que vão desde a propaganda ilegal (que nos diga a Dra.Rejjane de Oliveira, juíza eleitoral, que esteve em Vila Maiauatá a poucos dias da eleição ao lado do promotor Dr. José Nazareno Barros) à tradicional compra de votos no dia das eleições.
Disseram que tinha candidatos pagando até 30 reais por voto, no município. Ora vejam só! Corrupção que é inclusive alimentada por aqueles que inconscientemente ou por necessidades da ocasião acabam colocando a venda seu poder de decisão. Por sorte parece que nosso povo está ficando mais atento quanto aos “famosos” oportunistas de plantão, a prova disso está no fato de que nessas eleições a lógica que apontava como vencedores os candidatos com maior poder aquisitivo, não prevaleceu exatamente conforme pressupunha a regra. Tomara que estejamos no caminho certo. Que viva a democracia!¹Referente à Filosofia de Immanuel Kant, da Obra Metafísica dos Costumes
Prof.Antonio Marcos Ferreira
antoniomarcospoeta@yahoo.com.br
No último dia 05 de outubro milhares de brasileiros foram aos colégios eleitorais de todo o país, a fim de “fazer valer” o tradicional exercício de cidadania, efetuando a escolha “consciente” de prefeitos e vereadores, quais exercerão os devidos mandatos durante o próximo quadriênio (2009 – 2112).
O que não fora diferente no nosso querido município de Igarapé-Miri, “Capital Mundial do Açaí”, onde 34.430 (trinta e quatro mil quatrocentos e trinta) dos nossos 39.820 ( trinta e nove mil oitocentos e vinte) eleitores compareceram a este ato de cidadania.
Foi um dia de festa. Uma festa da “democracia”! Opa! Disse democracia? Sim, uma democracia nem tão democrática, capaz de deixar perplexo qualquer admirador da boa ética kantiana¹ (fundamentada no princípio da autonomia e do dever).
Certamente todos sabem ao que quero me referir, Ora! No nosso município tal como em outros municípios deste imenso estado (seja no Baixo-Amazonas ou Sul do Pará, quanto aqui nesta região, a poucas “léguas” da capital), os períodos eleitorais são marcados por festivais de irregularidades, que vão desde a propaganda ilegal (que nos diga a Dra.Rejjane de Oliveira, juíza eleitoral, que esteve em Vila Maiauatá a poucos dias da eleição ao lado do promotor Dr. José Nazareno Barros) à tradicional compra de votos no dia das eleições.
Disseram que tinha candidatos pagando até 30 reais por voto, no município. Ora vejam só! Corrupção que é inclusive alimentada por aqueles que inconscientemente ou por necessidades da ocasião acabam colocando a venda seu poder de decisão. Por sorte parece que nosso povo está ficando mais atento quanto aos “famosos” oportunistas de plantão, a prova disso está no fato de que nessas eleições a lógica que apontava como vencedores os candidatos com maior poder aquisitivo, não prevaleceu exatamente conforme pressupunha a regra. Tomara que estejamos no caminho certo. Que viva a democracia!¹Referente à Filosofia de Immanuel Kant, da Obra Metafísica dos Costumes
terça-feira, 14 de outubro de 2008
Considerações Pós(tumas)-5 de Outubro em Igarapé-Miri...
Considerações Pós(tumas)-5 de Outubro em Igarapé-Miri...Contribuições às nossas REFLEXÕES feitas ao longo da Vida Pública
Professor Israel Fonseca Araújo
Em minha “cachola”, há muita coisa a ser dita acerca tanto dos meses que antecederam as Eleições de 5 de outubro de 2008, quanto sobre o depois do dia “D”. Mas por conta de espaço temos de fazer muitos cortes, eleger alguns links e direcionar as considerações. É o que tentarei fazer aqui.
Como trabalho (e milito) na Educação Escolar Pública, esse é meu primeiro foco. Dos Vereadores Eleitos, duas pessoas são professores(as), não mais em atividade: FUXICO (DEM) e CARMOZINHA (PV) – esta, aposentada. Do total de 114 candidatos, encontrei 11 docentes, entre quem ainda labuta e quem já está “descansando” – com inclusão dos supracitados. Somamos os votos depositados a esse total de 11 e, salvo engano, constatei 3.615 votos. Daria para fazer 01. Mas, fiquei “a me perguntar”: qual critério a escolher para empossar essa Autoridade Constituída, caso essas pessoas se unissem em torno de nossa causa e resolvessem nos representar na Câmara (risos!)? A idade? O número de pleitos nos quais concorreu? Seria a Titulação Acadêmica? Bom, neste caso o escolhido (e chamado) seria o Prof. Doutor Paulo Sérgio de A. Correa (UFPA), cujo Currícullum Vitae dispensa apresentações, mas... apenas 61 pessoas votaram nele. 02 ex-secretárias de Educação naquela lista: Conceição Bastos (PP, 446, 27ª) e Mônica Pinheiro (DEM, a mais recente, 163, 49ª). Um professor de vários anos de professorado, Gênesis (PR), com 42 votos e, Patrick (PDT), que também é músico há vários anos, com 27 votos: há quem diga que professor não se elege aqui no “Miri”. Há controvérsias. Mas são muitos os casos desanimadores, entre eles alguns recentes.
Quanto às posturas políticas e ideológicas (e cristãs, para algumas pessoas), já descobrimos quem é quem em muitos casos. Muita coisa escusa, inefável, impossível de se engolida e muitos outros “i” ou “in”. É em momentos como esses que realmente conhecemos algumas pessoas, já que um ato vale mais do que cem mil palavras, não é mesmo? Digo sem medo de me equivocar que alguns conceitos e muitas pregações necessitam de uma revisão bem mais profunda do que aquela que derrubou o trema, via “Novo” Acordo Ortográfica da Língua Portuguesa: certamente nós, mirienses, teremos competência para tal. Mas o Palanque será desmontado em breve (Amém!) e a nossa nada mole vida (por aqui) continuará.
Quanto aos números (pois as pessoas adultas “só” acreditam em números), PINA (PT) venceu com uma diferença de 2.968 votos (15.485 (53,52 %) contra 12.517, da segunda colocada, Dilza Pantoja, PMDB, 43,26 %). Elegeram Vereadores(as): PMDB (03), DEM (02), PV (01), PR (01) e PSB (01), todos da “Unidos por Igarapé-Miri”, e PT (02). Em virtude da Legislação Eleitoral brasileira, para a Vereança (na Proporcional) Maria José Corrêa (PR) foi eleita com 511 (22ª Colocada) e Rufino Leão (PP), com 967 (4º Colocado), ficou eliminado. Haverá certa renovação(?) de 50% na nossa Douta Casa de Leis: saem Danda, Géo, Norma, Amorin e Rufino Leão para as entradas de Elivelto, Santury e Constância (debutantes) e re-entradas de Toninho Quaresma e João do Carmo, que ficaram uma Legislatura “de fora”. Amorin, inclusive, teve para Prefeito redondos 100 votos a menos do que na sua última empreitada para Vereador (1.030-2004, para 930-2008).
A primeira mulher eleita para o “Palacete Senador Garcia” (Dilza Maria Pantoja Corrêa, pelo PFL, atual DEM) não conseguiu se reeleger e cede a vez para um “primeiro homem do povo” (Roberto Pina Oliveira, PT, militante social e carpinteiro naval).
E, quase terminado, deixo três “Boas Novas”: 1) sinceramente espero que certa literatura (com “éle” minúsculo) pare de circular por estas bandas, já que a motivação de sua existência ou desapareceu ou está prestes a desaparecer; 2) desejo que nossos(as) Representantes na Câmara cumpram o papel para o qual foram contratados, cujo Mandato é de seus respectivos Partidos Políticos, que não entrem para a Vereança já em desvio de função e, 3), que seja feita uma Transição de Governo criteriosa, democrática e transparente, com o fito de dar à Comunidade Miriense a certeza de que teremos um Mandato “Com a Força do Povo” e de bem municiar o novo grupo político-administrativo que assumirá o Executivo local, que a convivência pacífica e harmoniosa se instale aqui nestes “Caminhos de Canoa Pequena”. Muitas justas realizações às pessoas eleitas.
Nota: O Povo Miriense estará de Olho bem “Vivo” em vocês, futuras excelências. Bom trabalho!
Da SEDUC-PA e da SEMEC de Igarapé-Miri. Na WEB afolhademaiauata.blogspot.com e/ou (e-mail) fonsecaraujo@bol.com.br. Com a Colaboração de Antonio Marcos Quaresma Ferreira
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
Uma Croniquinha de Lingüística
Sobre certas “coisas”, em tempos de Campanha Político-Eleitoral
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Prof. Israel Fonseca Araújo ,
fonsecaraujo@bol.com.br/afolhademaiauata.blogspot.com
Estes tempos de Propaganda Político-Eleitoral são, realmente, no mínimo instigantes. Por, pelo menos, cinco razões, conforme trataremos a seguir. Primeiro, porque continuamos a ver certas candidaturas que beiram à suspeição, haja vista que: qual é a intenção de uma pessoa desconhecida do Povo Miriense, sem nenhum trabalho por este Chão, e que mesmo assim vem empatar nossos lhos e ouvidos com “balelas” que para nós não teriam valor ainda que fôssemos por demais ingênuos(as), coisa que está longe de sermos. São os(as) que caem de pára-quedas, os “Candidatos Doril”, segundo recente definição do editor do Jornal Miriense. Segundo, ainda há quem creia que, para ganhar as Eleições, basta ser selecionado(a) na Convenção Partidária, fazer o Registro da Candidatura, estar com a ficha “limpa”, mandar fazer (muitas) músicas e distribuir coisas, sem nem um papelzinho fotocopiado que seja, contendo suas Propostas, seu Projeto para depois de leito(a), para que saibamos quais são as Metas que essa pessoa perseguiria a partir de 02 de janeiro de 2009, (seja para a Vereança ou para o Palacete “Senador Garcia”). Terceiro, nestas Eleições LULA (Presidente do Brasil) é das pessoas mais disputadas, em Igarapé-Miri, Abaeteuba, Cametá, Belém... Há quem deixe sua imagem em segundo plano e ponha a do Presidente, em primeiro, mostrando (pelo menos) duas coisas: 1ª) LULA está muito “bem na foto” e por isso se tenta tanto atrelar a imagem do homem dos dezenove dedos, lá de Pernambuco, a sua; 2ª) fica parecendo que, com LULA, se faz o Povo esquecer que quem se candidata tem de ter Propostas, Planos, Metas... É bom que não esqueçamos que LULA ajudará, mas não administrará, nem legislará os/nos “vários 1.000” Municípios brasileiros. Quarto: você já observou que umas pessoas/candidatas(os) posam pra foto já “de lado”, como quem já “tá se mandando”? Será que já é um movimento de virar as costas pra quem lhes deu um Voto de Confiança? CUIDADO, eleitor(a), com essas pessoas.
Também, “perambulando” pelas ruas deste “Miri”, tenho lido algumas coisas e ouvido outras, interessantes, senão vejamos a seguir. a) Precisamos ter cuidado com nossas placas, faixas, pois muita gente de fora passa diaria, semanal e/ou mensalmente por nossa Cidade onde, além de toda uma imagem negativa que temos oferecido e que nem o Açaí está conseguindo abafar, fica muito feio escrever o “A” (preposição/artigo) em lugar do “HÁ”, de “haver”, “existir”: vamos vender em bom estado o nosso peixe!; b) algumas letras de Músicas e/ou de Chamadas me chamaram a atenção, pois trabalho diariamente com a Linguagem (e Verbal, sobretudo). i) É o caso de uma candidatura que já fala em “administrar a Câmara” de Igarapé-Miri. Fiquei numa “pequena” dúvida: seria o caso de administrar o Prédio ou de exercer a Presidência daquela Douta Casa de Leis? Caso se trate da segunda hipótese, é muita audácia; se é da primeira, trata-se de uma função, no mínimo, curiosa – alguém tem de dizer a essa pessoa sobre Legislar, Fiscalizar, Representar o Povo; ii) A Chamada de “Jesus”, uma das candidaturas proporcionais deste Pleito, garante que “nesse você pode confiar”, numa nítida referência ao descrédito que repousa sobre a classe política brasileira. Concordo com este respeitado homem, mas fico me perguntando: se em Jesus não pudermos confiar, em quem confiaremos – nós que somos cristãos(as)?; iii) A música que fala “Ei, você aí, me dá um voto aí” parece ser das mais ousadas, diretas: através de uma paráfrase àquela letra de Carnaval, a candidatura pede direta e desinibidamente o Voto de quem quer que seja; iv) Ainda a estratégia furada de algumas pessoas que nem ligam para a nossa população, mas, AGORA e DE REPENTE, se intitulam amigos(as) de nossa Gente, cheias de “Compromisso”, “Competentes”, acenam para todo mundo, falam, cumprimentam...: que é isso, aqui nós temos Memória! O tempo de enganação “em massa” está passando, e vamos trabalhar!; v) Agora, todo mundo é Amigo(a) do Povo e há certa disputa (implícita às falas) para ganhar a corrida pela amizade do Povo, e depois surrupiar seu/meu Voto; vi) Por fim, mas não terminando, meu filho Giovanni, 11, me alerta para o fato de que algumas músicas, até “boas” pra ouvir, foram estragadas por candidaturas, uma vez que, no futuro e ao serem ouvidas, teremos de lembrar das conversas fiadas desta Campanha. Ademais, é a estratégia “X” contra a “Y”, à semelhança de uma disputa entre gladiadores romanos. Juízo, Coerência e Respeito às pessoas a gente tem que ver por aqui.
Prof. de Língua Portuguesa na Rede Pública de Ensino de Ig.-Miri (PA) e da SEDUC-PA.
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Prof. Israel Fonseca Araújo ,
fonsecaraujo@bol.com.br/afolhademaiauata.blogspot.com
Estes tempos de Propaganda Político-Eleitoral são, realmente, no mínimo instigantes. Por, pelo menos, cinco razões, conforme trataremos a seguir. Primeiro, porque continuamos a ver certas candidaturas que beiram à suspeição, haja vista que: qual é a intenção de uma pessoa desconhecida do Povo Miriense, sem nenhum trabalho por este Chão, e que mesmo assim vem empatar nossos lhos e ouvidos com “balelas” que para nós não teriam valor ainda que fôssemos por demais ingênuos(as), coisa que está longe de sermos. São os(as) que caem de pára-quedas, os “Candidatos Doril”, segundo recente definição do editor do Jornal Miriense. Segundo, ainda há quem creia que, para ganhar as Eleições, basta ser selecionado(a) na Convenção Partidária, fazer o Registro da Candidatura, estar com a ficha “limpa”, mandar fazer (muitas) músicas e distribuir coisas, sem nem um papelzinho fotocopiado que seja, contendo suas Propostas, seu Projeto para depois de leito(a), para que saibamos quais são as Metas que essa pessoa perseguiria a partir de 02 de janeiro de 2009, (seja para a Vereança ou para o Palacete “Senador Garcia”). Terceiro, nestas Eleições LULA (Presidente do Brasil) é das pessoas mais disputadas, em Igarapé-Miri, Abaeteuba, Cametá, Belém... Há quem deixe sua imagem em segundo plano e ponha a do Presidente, em primeiro, mostrando (pelo menos) duas coisas: 1ª) LULA está muito “bem na foto” e por isso se tenta tanto atrelar a imagem do homem dos dezenove dedos, lá de Pernambuco, a sua; 2ª) fica parecendo que, com LULA, se faz o Povo esquecer que quem se candidata tem de ter Propostas, Planos, Metas... É bom que não esqueçamos que LULA ajudará, mas não administrará, nem legislará os/nos “vários 1.000” Municípios brasileiros. Quarto: você já observou que umas pessoas/candidatas(os) posam pra foto já “de lado”, como quem já “tá se mandando”? Será que já é um movimento de virar as costas pra quem lhes deu um Voto de Confiança? CUIDADO, eleitor(a), com essas pessoas.
Também, “perambulando” pelas ruas deste “Miri”, tenho lido algumas coisas e ouvido outras, interessantes, senão vejamos a seguir. a) Precisamos ter cuidado com nossas placas, faixas, pois muita gente de fora passa diaria, semanal e/ou mensalmente por nossa Cidade onde, além de toda uma imagem negativa que temos oferecido e que nem o Açaí está conseguindo abafar, fica muito feio escrever o “A” (preposição/artigo) em lugar do “HÁ”, de “haver”, “existir”: vamos vender em bom estado o nosso peixe!; b) algumas letras de Músicas e/ou de Chamadas me chamaram a atenção, pois trabalho diariamente com a Linguagem (e Verbal, sobretudo). i) É o caso de uma candidatura que já fala em “administrar a Câmara” de Igarapé-Miri. Fiquei numa “pequena” dúvida: seria o caso de administrar o Prédio ou de exercer a Presidência daquela Douta Casa de Leis? Caso se trate da segunda hipótese, é muita audácia; se é da primeira, trata-se de uma função, no mínimo, curiosa – alguém tem de dizer a essa pessoa sobre Legislar, Fiscalizar, Representar o Povo; ii) A Chamada de “Jesus”, uma das candidaturas proporcionais deste Pleito, garante que “nesse você pode confiar”, numa nítida referência ao descrédito que repousa sobre a classe política brasileira. Concordo com este respeitado homem, mas fico me perguntando: se em Jesus não pudermos confiar, em quem confiaremos – nós que somos cristãos(as)?; iii) A música que fala “Ei, você aí, me dá um voto aí” parece ser das mais ousadas, diretas: através de uma paráfrase àquela letra de Carnaval, a candidatura pede direta e desinibidamente o Voto de quem quer que seja; iv) Ainda a estratégia furada de algumas pessoas que nem ligam para a nossa população, mas, AGORA e DE REPENTE, se intitulam amigos(as) de nossa Gente, cheias de “Compromisso”, “Competentes”, acenam para todo mundo, falam, cumprimentam...: que é isso, aqui nós temos Memória! O tempo de enganação “em massa” está passando, e vamos trabalhar!; v) Agora, todo mundo é Amigo(a) do Povo e há certa disputa (implícita às falas) para ganhar a corrida pela amizade do Povo, e depois surrupiar seu/meu Voto; vi) Por fim, mas não terminando, meu filho Giovanni, 11, me alerta para o fato de que algumas músicas, até “boas” pra ouvir, foram estragadas por candidaturas, uma vez que, no futuro e ao serem ouvidas, teremos de lembrar das conversas fiadas desta Campanha. Ademais, é a estratégia “X” contra a “Y”, à semelhança de uma disputa entre gladiadores romanos. Juízo, Coerência e Respeito às pessoas a gente tem que ver por aqui.
Prof. de Língua Portuguesa na Rede Pública de Ensino de Ig.-Miri (PA) e da SEDUC-PA.
sexta-feira, 29 de agosto de 2008
Trabalho e tecnologia
O Emprego de hoje e dos próximos anos
*josiel_farias@hotmail.com
O mundo nunca experimentou um avanço tecnológico como dos últimos 60 anos. Enquanto que no século XIX, uma invenção demorava décadas para ser ultrapassada, hoje calcula-se que a cada seis meses uma novidade tecnológica já esteja defasada, e isso é tão verídico que as operadoras de celulares vem cada vez mais com aparelhos multifuncionais, as câmaras fotográficas quem o diga.
No mundo dos negócios não é diferente, haja vista de que ele se desloca de uma base tradicional ou industrial para uma economia de serviços baseada na informação, essa mudança é tão importante quanto a passagem da economia agrícola para o mercantilismo. Entretanto podemos deixar de citar o quanto isso mexe com perfil dos empregados no cenário mundial, se no início do século XX o setor que mais empregava era o industrial, hoje e nos próximos anos, sem sobra
de dúvidas é o da tecnologia da informação e processamentos da informação que obrigará os chamados trabalhadores da informação, bem como: programador de computadores, professor, pesquisador, advogado e consultores a ser - se já não são, os mais procurados no mercado de trabalho.
Portanto, a qualificação desses profissionais, e de outros que também
serão exigidas, é de grande importância para um mercado cada vez mais globalizado e com um mercado gigantesco que é o da tecnologia da informação.
*Acadêmico no curso de Recursos Humano - Univesidade Paulista (UNIP)
*josiel_farias@hotmail.com
O mundo nunca experimentou um avanço tecnológico como dos últimos 60 anos. Enquanto que no século XIX, uma invenção demorava décadas para ser ultrapassada, hoje calcula-se que a cada seis meses uma novidade tecnológica já esteja defasada, e isso é tão verídico que as operadoras de celulares vem cada vez mais com aparelhos multifuncionais, as câmaras fotográficas quem o diga.
No mundo dos negócios não é diferente, haja vista de que ele se desloca de uma base tradicional ou industrial para uma economia de serviços baseada na informação, essa mudança é tão importante quanto a passagem da economia agrícola para o mercantilismo. Entretanto podemos deixar de citar o quanto isso mexe com perfil dos empregados no cenário mundial, se no início do século XX o setor que mais empregava era o industrial, hoje e nos próximos anos, sem sobra
de dúvidas é o da tecnologia da informação e processamentos da informação que obrigará os chamados trabalhadores da informação, bem como: programador de computadores, professor, pesquisador, advogado e consultores a ser - se já não são, os mais procurados no mercado de trabalho.
Portanto, a qualificação desses profissionais, e de outros que também
serão exigidas, é de grande importância para um mercado cada vez mais globalizado e com um mercado gigantesco que é o da tecnologia da informação.
*Acadêmico no curso de Recursos Humano - Univesidade Paulista (UNIP)
Croniquinhas do Prof. Israel
Uma Croniquinha de Lingüística:
Sobre A.N.B., Calypso e F.H.C. Prof.
Israel Fonseca Araújo – fonsecaraujo@bol.com.br
Olá, tanta gente! Às vésperas do Natal (2007), estava eu querendo escrever acerca da linguagem da propaganda aplicada, especificamente, à época natalina. Iria falar dessa desleal apelação que é feita às pessoas, sobretudo às mais “ingênuas”, haja vista que (numa dentre tantas outras perspectivas de análise) o verdadeiro valor do Natal fica esvaziado: o viés capitalista é (sobre) posto a quaisquer outros – o importante (?) é vender, lucrar e... quem não compra e/ou não ganha presente... Bom, mas em fins de novembro último (2007), o PSDB fez a sua Convenção Nacional e o (agora) ilustríssimo senhor Fernando Henrique Cardoso (a seguir, apenas a sigla FHC) tirou-me a possibilidade de uma ótima noite de sono. Ah!, por quê? As próximas linhas falam por si.
O (antigo) excelentíssimo senhor FHC, ex-presidente de nosso País¸ no momento de falar a seus correligionários “tucanos”, com toda a autoridade que tem um sociólogo da sua envergadura, formado em nível de Pós-Graduação pela Sorbone (Paris), professor em Universidade estrangeiras, esposo de Ruth Cardoso (in memorian, professora e pesquisadora da USP, também grande intelectual)..., disse que nós precisamos de pessoas “milhor” preparadas para nos governar. Pessoas que falem bem (que não “maltratem”?) a nossa língua e também outras línguas! Gosto de algumas das falas de FHC, porque ele é um exemplo vivo de variação lingüística – talvez por isso a sensação de que essa Língua seja “nossa”.
Obviamente que, em virtude do contexto, o Palácio do Planalto respondeu à acusação que FHC fez a LULA (sem crase).
Não estou aqui defendo ou acusando “A” ou “B”. Mas não posso me calar (nem podemos) ante tamanha petulância. Lula transgride as regras que (des) organizam a Sintaxe de nossa Língua: ainda bem que ele e outros fazem isso, do contrário a nossa Língua seria de quem? Dos imortais que já morreram? (SIM. Eu também sou um transgressor!) Mas este texto deve caminhar para seu término. Vamos?
Caso FHC fosse tão competente (em estudos lingüísticos) quanto Marcos Bagno (fala-se “Bânho”), Luft, Sírio Possenti e outros tantos (as), talvez eu tivesse dormido bem (perdão pela redundância: mas não sei se SIM nem se NÃO), mas sustentar um argumento por conta da titulação é uma grande ingenuidade – maior do que a aventável incompetência linguística que ele tentou imputar a Lula. Beira à ignorância, coisa que não se espera de um intelectual desse porte. Não que eu esteja defendendo aqui a inoportuna “especialização” (quando falo nesses estudiosos da Linguística), mas esse tipo de postura, vinda justamente de um sociólogo, PACIÊNCIA!.
Os fenômenos lingüísticos somente ganham sentido quando contextualizados. É por isso (também) que o Ensino de Língua Materna em nosso País ainda é tão caótico: ainda há tanta gente teimando em ensinar português (apenas) pela memorização de regras gramaticais, pelo elenco de frases soltas, que ilustram fatos metalingüísticos acerca de classificação de palavras, da Sintaxe (de regência, de concordância e de colocação pronominal).
(Sobre Calypso é uma história acerca da Ana Maria Braga (não disse “Brega”: disse “Braga”), que envolve “poqueca [é] de ventrecha [é] de filhote”, segundo ela disse, MAS... só na próxima). Um forte abraço e até ela.
Nota: Este texto foi escrito em janeiro/2008 e ligeiramente reescrito em junho/08.
Uma Croniquinha de Lingüística:
Sobre como fazer uma poqueca de ventrecha...Prof. Israel Fonseca Araújo – fonsecaraujo@bol.com.br
Em nossa última conversa, quando “dialogamos” acerca da atitude do (antigo) excelentíssimo senhor FHC, no que diz respeito à fala do (atual) excelentíssimo senhor Luiz Inácio Lula da Silva, não autorizada pela Gramática Normativa da Língua Portuguesa, disse que numa “próxima” Croniquinha falaríamos sobre uma “poqueca de ventrecha de filhote”. Pois bem: vamos saborear esta iguaria?
Foi na edição dia 26/12/2007, do programa televisivo global “Mais Você”, apresentado por Ana Maria Braga, que o Chimbinha (esposo da Joelma: não se pode falar dele sem se referir a ela, pois a Banda mais parece trabalho de apenas eles dois!. É o que acho!) foi ensinar como se prepara a tal poqueca.
Estava eu (acidentalmente) vem TV, quando a apresentadora ANB (para rimar com TV) anunciou que o citado músico estaria em seu programa e ensinaria a preparar uma “poqueca [é] de ventrecha [é] de filhote”. Fiquei excitado quanto à “poqueca [é]”, que esse gênio da guitarra iria nos ensinar a preparar. Mas qual não foi a minha surpresa quando Chimbinha disse (após algumas perguntas de ANB) que uma “poqueca [ê]” é uma espécie de embrulho: senti-me em casa, identificado.
Quantas vezes já não fiz uma poqueca [ê] (conheço essa pronúncia – timbre fechado – cujo objeto, materializado, é usado para iscar o matapi e pegar camarão...)! Você certamente já percebeu que a “poqueca [é]” de ANB é uma variante da nossa “poqueca [ê]”, que a sua “ventrecha [é]” é a “ventrecha [ê]”, que (enfim) estamos diante de um caso de variação lingüística no que concerne à pronúncia das palavras. Neste caso, trata-se tão-somente de uma mudança de timbre, mas há muitos outros fenômenos que por aí estão transitando: um dia poderemos degustá-los.
Que bom! A NOSSA Língua varia, muda, não é um esqueleto morto (lembram dos “imortais que já morreram”? É a redundância em pessoa aqui antes seus olhos). Mas de esqueleto ela quase nada tem. Por outro lado, é indispensável frisar que nem todos os estudiosos (as) de nossa Língua reconhecem o poder dessa variação, que a nossa Língua sempre mudou e sempre mudará, pois é um organismo vivo, dinâmico e que inserido está na dinâmica da sociedade (que nunca pára de dinamizar-se). Tem pessoas que se assumem enquanto autoridades em questões de linguagem que querem uma língua estática, traduzida num parâmetro que serviu de parâmetro há tantos séculos! Tem pessoas que acreditam em discos voadores (não sou contra), que acham que o boto realmente engravida uma mulher, que acreditam em tanta coisa!
Óbvio: a crença é fundamental em nossas vidas, bem como os sonhos, as metas... Alguém que não gosta nem de “ventrecha [é]”, nem de “ventrecha [ê]” é alguém que pensa e que sonha diferente. A diferença é salutar. Quem não gosta da diferença acha “burra” a pessoa que diz fuguista, buto, anssim. É óbvio que existe o padrão, mas este não pode aprisionar os (as) falantes, e antes do padrão vem o cidadão (não foi cidadã porque não rimaria). Ah!, ia esquecendo de duas coisas: 1) na escola devemos aprender a Norma Padrão, pois as outras já sabemos, e 2) a história da iguaria do 1º parágrafo era brincadeira. Bye.
Nota: Este texto foi escrito em janeiro/2008 e ligeiramente reescrito em junho/08.
Sobre A.N.B., Calypso e F.H.C. Prof.
Israel Fonseca Araújo – fonsecaraujo@bol.com.br
Olá, tanta gente! Às vésperas do Natal (2007), estava eu querendo escrever acerca da linguagem da propaganda aplicada, especificamente, à época natalina. Iria falar dessa desleal apelação que é feita às pessoas, sobretudo às mais “ingênuas”, haja vista que (numa dentre tantas outras perspectivas de análise) o verdadeiro valor do Natal fica esvaziado: o viés capitalista é (sobre) posto a quaisquer outros – o importante (?) é vender, lucrar e... quem não compra e/ou não ganha presente... Bom, mas em fins de novembro último (2007), o PSDB fez a sua Convenção Nacional e o (agora) ilustríssimo senhor Fernando Henrique Cardoso (a seguir, apenas a sigla FHC) tirou-me a possibilidade de uma ótima noite de sono. Ah!, por quê? As próximas linhas falam por si.
O (antigo) excelentíssimo senhor FHC, ex-presidente de nosso País¸ no momento de falar a seus correligionários “tucanos”, com toda a autoridade que tem um sociólogo da sua envergadura, formado em nível de Pós-Graduação pela Sorbone (Paris), professor em Universidade estrangeiras, esposo de Ruth Cardoso (in memorian, professora e pesquisadora da USP, também grande intelectual)..., disse que nós precisamos de pessoas “milhor” preparadas para nos governar. Pessoas que falem bem (que não “maltratem”?) a nossa língua e também outras línguas! Gosto de algumas das falas de FHC, porque ele é um exemplo vivo de variação lingüística – talvez por isso a sensação de que essa Língua seja “nossa”.
Obviamente que, em virtude do contexto, o Palácio do Planalto respondeu à acusação que FHC fez a LULA (sem crase).
Não estou aqui defendo ou acusando “A” ou “B”. Mas não posso me calar (nem podemos) ante tamanha petulância. Lula transgride as regras que (des) organizam a Sintaxe de nossa Língua: ainda bem que ele e outros fazem isso, do contrário a nossa Língua seria de quem? Dos imortais que já morreram? (SIM. Eu também sou um transgressor!) Mas este texto deve caminhar para seu término. Vamos?
Caso FHC fosse tão competente (em estudos lingüísticos) quanto Marcos Bagno (fala-se “Bânho”), Luft, Sírio Possenti e outros tantos (as), talvez eu tivesse dormido bem (perdão pela redundância: mas não sei se SIM nem se NÃO), mas sustentar um argumento por conta da titulação é uma grande ingenuidade – maior do que a aventável incompetência linguística que ele tentou imputar a Lula. Beira à ignorância, coisa que não se espera de um intelectual desse porte. Não que eu esteja defendendo aqui a inoportuna “especialização” (quando falo nesses estudiosos da Linguística), mas esse tipo de postura, vinda justamente de um sociólogo, PACIÊNCIA!.
Os fenômenos lingüísticos somente ganham sentido quando contextualizados. É por isso (também) que o Ensino de Língua Materna em nosso País ainda é tão caótico: ainda há tanta gente teimando em ensinar português (apenas) pela memorização de regras gramaticais, pelo elenco de frases soltas, que ilustram fatos metalingüísticos acerca de classificação de palavras, da Sintaxe (de regência, de concordância e de colocação pronominal).
(Sobre Calypso é uma história acerca da Ana Maria Braga (não disse “Brega”: disse “Braga”), que envolve “poqueca [é] de ventrecha [é] de filhote”, segundo ela disse, MAS... só na próxima). Um forte abraço e até ela.
Nota: Este texto foi escrito em janeiro/2008 e ligeiramente reescrito em junho/08.
Uma Croniquinha de Lingüística:
Sobre como fazer uma poqueca de ventrecha...Prof. Israel Fonseca Araújo – fonsecaraujo@bol.com.br
Em nossa última conversa, quando “dialogamos” acerca da atitude do (antigo) excelentíssimo senhor FHC, no que diz respeito à fala do (atual) excelentíssimo senhor Luiz Inácio Lula da Silva, não autorizada pela Gramática Normativa da Língua Portuguesa, disse que numa “próxima” Croniquinha falaríamos sobre uma “poqueca de ventrecha de filhote”. Pois bem: vamos saborear esta iguaria?
Foi na edição dia 26/12/2007, do programa televisivo global “Mais Você”, apresentado por Ana Maria Braga, que o Chimbinha (esposo da Joelma: não se pode falar dele sem se referir a ela, pois a Banda mais parece trabalho de apenas eles dois!. É o que acho!) foi ensinar como se prepara a tal poqueca.
Estava eu (acidentalmente) vem TV, quando a apresentadora ANB (para rimar com TV) anunciou que o citado músico estaria em seu programa e ensinaria a preparar uma “poqueca [é] de ventrecha [é] de filhote”. Fiquei excitado quanto à “poqueca [é]”, que esse gênio da guitarra iria nos ensinar a preparar. Mas qual não foi a minha surpresa quando Chimbinha disse (após algumas perguntas de ANB) que uma “poqueca [ê]” é uma espécie de embrulho: senti-me em casa, identificado.
Quantas vezes já não fiz uma poqueca [ê] (conheço essa pronúncia – timbre fechado – cujo objeto, materializado, é usado para iscar o matapi e pegar camarão...)! Você certamente já percebeu que a “poqueca [é]” de ANB é uma variante da nossa “poqueca [ê]”, que a sua “ventrecha [é]” é a “ventrecha [ê]”, que (enfim) estamos diante de um caso de variação lingüística no que concerne à pronúncia das palavras. Neste caso, trata-se tão-somente de uma mudança de timbre, mas há muitos outros fenômenos que por aí estão transitando: um dia poderemos degustá-los.
Que bom! A NOSSA Língua varia, muda, não é um esqueleto morto (lembram dos “imortais que já morreram”? É a redundância em pessoa aqui antes seus olhos). Mas de esqueleto ela quase nada tem. Por outro lado, é indispensável frisar que nem todos os estudiosos (as) de nossa Língua reconhecem o poder dessa variação, que a nossa Língua sempre mudou e sempre mudará, pois é um organismo vivo, dinâmico e que inserido está na dinâmica da sociedade (que nunca pára de dinamizar-se). Tem pessoas que se assumem enquanto autoridades em questões de linguagem que querem uma língua estática, traduzida num parâmetro que serviu de parâmetro há tantos séculos! Tem pessoas que acreditam em discos voadores (não sou contra), que acham que o boto realmente engravida uma mulher, que acreditam em tanta coisa!
Óbvio: a crença é fundamental em nossas vidas, bem como os sonhos, as metas... Alguém que não gosta nem de “ventrecha [é]”, nem de “ventrecha [ê]” é alguém que pensa e que sonha diferente. A diferença é salutar. Quem não gosta da diferença acha “burra” a pessoa que diz fuguista, buto, anssim. É óbvio que existe o padrão, mas este não pode aprisionar os (as) falantes, e antes do padrão vem o cidadão (não foi cidadã porque não rimaria). Ah!, ia esquecendo de duas coisas: 1) na escola devemos aprender a Norma Padrão, pois as outras já sabemos, e 2) a história da iguaria do 1º parágrafo era brincadeira. Bye.
Nota: Este texto foi escrito em janeiro/2008 e ligeiramente reescrito em junho/08.
Acredite, se QUISER – e ria, se PUDER
Acredite, se QUISER – e ria, se PUDER
Prof. Israel Fonseca Araújo1
Prof. José João Quaresma Pena2
Esta conversa é, quase que totalmente, acerca da nossa experiência com os Concursos Públicos (nesse “nossa” ainda há umas dezenas de colegas nossos!). São vários Concursos promovidos por Prefeituras Municipais daqui do Pará.
Quando pensamos que já vimos tudo sobre as Prefeituras (digamos: 99,01%), lá vem mais surpresas: as mais bizarras possíveis.
No Concurso da P.M. de Moju (2005/IDEA), a cada intervalo de tempo aparecia alguém da Organização para dizer que em tal trecho teríamos de fazer uma pequena alteração; na Prova, nem sequer um negrito para melhor visualizar o início da questão seguinte, nem um enter-zinho...
No de Igarapé-Miri (2006/ESAMAZ), candidatos (as) saíram da Casa da Cultura e foram à barraca de Sant’ana, com suas cadeiras, pari-passo, conversando – depois de ter faltado energia lá na Casa... E, quanto aos gabaritos, a cada dia um novo até que chegou o definitivo.
Em Abaetetuba (2008/CEFET), alternativas de “A” a “D”, numa Questão não tinha a letra “C”. Suspeitou-se que essa alternativa fosse a verdadeira: teria sido para facilitar?!
No da SEDUC-PA (C-125/FADESP), para Professor AD-4, em algumas salas, haja chuva! e, para Técnico em Educação, envelope “levemente” aberto. Motivo: teria caído do nono andar de um prédio (isso é boataria, gozação): assim, não há virgindade que agüente!
(Quanto aos critérios de desempate, Moju é mais “humanitário”: tem a maior prole e o fato de ser casado. Aí, meu amigo me sacaneia: nesse caso, Israel, tu me ganhas: eu tenho só um casamento e tu, dois...)
Novamente Concurso da P.M. de Moju (2008/IDEA), na hora de já começarem a realização das Provas Objetivas (o Certame não tinha a “Prova de Títulos”) uma constatação: não havia provas para todas as pessoas que estavam em algumas salas de aula, no horário da manhã, ainda bem que se descobriu isso com tempo para (pasmem!): ir à xerocadora fotocopiar textos para alguns candidatos (as), era só o pessoal ficar quietinho, nas salas, esperando, enquanto pessoas “idôneas” iriam tirar as tais cópias. Resultado: pessoas se revoltaram, saíram de algumas salas, o Certame teve suas provas adiadas. O IDEA, juntamente com a Comissão Organizadora do Concurso, informou (no endereço www.comtalento.com.br) que a realização das Provas tinha sido suspensa por conta de “tentativa de fraude”, por parte de candidato (Falsidade Ideológica), o que teria de fato ocorrido (envolvendo um miriense, conhecido nosso!), mas nada disse sobre aquelas outras “coisinhas”.
Em Paragominas (CAJAV), há pouco mais de um ano, a Prefeitura local realizou um Concurso Público. Nada mais natural, segundo diz a Lei Máxima de nosso País. Mas, um “pequeno” detalhe nos chamou a atenção: nos Vencimentos, havia o Salário Base (por ex.: R$ 280,00) e mais uma Cesta Básica! Aqui o nosso espanto: essa Cesta Básica seria só para o primeiro Vencimento ou para toda a vida do Servidor? E mais ainda: ela passaria com ele para a Aposentadoria? Ao receber o Contra-Cheque, essa Remuneração, embora esquisita, viria especificada. A parte paga em dinheiro, decerto seria depositada na Conta Bancária do Servidor. E a Cesta Básica? Seria via Vale? E esse Vale, vale mesmo?
Mas são os Procedimentos de Inscrição o que mais nos fascinam: no de Moju (2008/IDEA), até 29/02/08, o candidato deveria pagar o valor da Inscrição e depois voltar à Internet para saber quantas vagas tinha, em quais localidades e (o mais importante) qual o valor dos vencimentos para aquele cargo e, finalmente, finalizar a sua Inscrição.
Essa coisa da PM Moju/IDEA nos deu uma idéia: IGARAPÉ-MIRI, para não se “rebaixar” ao vizinho amigo, teria os seguintes Procedimentos de Inscrição em seu próximo Certame: o candidato (a) a cargo de Nível Superior deveria: A)Ir à grande rede saber das Informações Gerais sobre o Concurso; B)pagar o valor de 69 reais (acréscimo de 15% em relação ao último realizado) “em qualquer agencia bancária”; e C)retornar à rede para concluir a sua Inscrição...
Ao chegar à página da instituição organizadora, munido do número da Autenticação referente ao pagamento dos sessenta e nove, uma MENSAGEM IMPORTANTE, que nos diz:
“Prezado candidato, lamentamos por informar, mas nosso Quadro de Cargos de Provimento Efetivo não possui um que seja compatível com a sua qualificação profissional. Dessa maneira, sua Inscrição não poderá ser concluída. Informamos ainda a V. Senhoria que o valor recolhido para as Inscrições não será devolvido em hipótese alguma. Aguardamos por V. Senhoria em nosso próximo Certame e, desde já, contamos com a sua valiosa compreensão”.
Você duvida disso?
Prof. Israel Fonseca Araújo1
Prof. José João Quaresma Pena2
Esta conversa é, quase que totalmente, acerca da nossa experiência com os Concursos Públicos (nesse “nossa” ainda há umas dezenas de colegas nossos!). São vários Concursos promovidos por Prefeituras Municipais daqui do Pará.
Quando pensamos que já vimos tudo sobre as Prefeituras (digamos: 99,01%), lá vem mais surpresas: as mais bizarras possíveis.
No Concurso da P.M. de Moju (2005/IDEA), a cada intervalo de tempo aparecia alguém da Organização para dizer que em tal trecho teríamos de fazer uma pequena alteração; na Prova, nem sequer um negrito para melhor visualizar o início da questão seguinte, nem um enter-zinho...
No de Igarapé-Miri (2006/ESAMAZ), candidatos (as) saíram da Casa da Cultura e foram à barraca de Sant’ana, com suas cadeiras, pari-passo, conversando – depois de ter faltado energia lá na Casa... E, quanto aos gabaritos, a cada dia um novo até que chegou o definitivo.
Em Abaetetuba (2008/CEFET), alternativas de “A” a “D”, numa Questão não tinha a letra “C”. Suspeitou-se que essa alternativa fosse a verdadeira: teria sido para facilitar?!
No da SEDUC-PA (C-125/FADESP), para Professor AD-4, em algumas salas, haja chuva! e, para Técnico em Educação, envelope “levemente” aberto. Motivo: teria caído do nono andar de um prédio (isso é boataria, gozação): assim, não há virgindade que agüente!
(Quanto aos critérios de desempate, Moju é mais “humanitário”: tem a maior prole e o fato de ser casado. Aí, meu amigo me sacaneia: nesse caso, Israel, tu me ganhas: eu tenho só um casamento e tu, dois...)
Novamente Concurso da P.M. de Moju (2008/IDEA), na hora de já começarem a realização das Provas Objetivas (o Certame não tinha a “Prova de Títulos”) uma constatação: não havia provas para todas as pessoas que estavam em algumas salas de aula, no horário da manhã, ainda bem que se descobriu isso com tempo para (pasmem!): ir à xerocadora fotocopiar textos para alguns candidatos (as), era só o pessoal ficar quietinho, nas salas, esperando, enquanto pessoas “idôneas” iriam tirar as tais cópias. Resultado: pessoas se revoltaram, saíram de algumas salas, o Certame teve suas provas adiadas. O IDEA, juntamente com a Comissão Organizadora do Concurso, informou (no endereço www.comtalento.com.br) que a realização das Provas tinha sido suspensa por conta de “tentativa de fraude”, por parte de candidato (Falsidade Ideológica), o que teria de fato ocorrido (envolvendo um miriense, conhecido nosso!), mas nada disse sobre aquelas outras “coisinhas”.
Em Paragominas (CAJAV), há pouco mais de um ano, a Prefeitura local realizou um Concurso Público. Nada mais natural, segundo diz a Lei Máxima de nosso País. Mas, um “pequeno” detalhe nos chamou a atenção: nos Vencimentos, havia o Salário Base (por ex.: R$ 280,00) e mais uma Cesta Básica! Aqui o nosso espanto: essa Cesta Básica seria só para o primeiro Vencimento ou para toda a vida do Servidor? E mais ainda: ela passaria com ele para a Aposentadoria? Ao receber o Contra-Cheque, essa Remuneração, embora esquisita, viria especificada. A parte paga em dinheiro, decerto seria depositada na Conta Bancária do Servidor. E a Cesta Básica? Seria via Vale? E esse Vale, vale mesmo?
Mas são os Procedimentos de Inscrição o que mais nos fascinam: no de Moju (2008/IDEA), até 29/02/08, o candidato deveria pagar o valor da Inscrição e depois voltar à Internet para saber quantas vagas tinha, em quais localidades e (o mais importante) qual o valor dos vencimentos para aquele cargo e, finalmente, finalizar a sua Inscrição.
Essa coisa da PM Moju/IDEA nos deu uma idéia: IGARAPÉ-MIRI, para não se “rebaixar” ao vizinho amigo, teria os seguintes Procedimentos de Inscrição em seu próximo Certame: o candidato (a) a cargo de Nível Superior deveria: A)Ir à grande rede saber das Informações Gerais sobre o Concurso; B)pagar o valor de 69 reais (acréscimo de 15% em relação ao último realizado) “em qualquer agencia bancária”; e C)retornar à rede para concluir a sua Inscrição...
Ao chegar à página da instituição organizadora, munido do número da Autenticação referente ao pagamento dos sessenta e nove, uma MENSAGEM IMPORTANTE, que nos diz:
“Prezado candidato, lamentamos por informar, mas nosso Quadro de Cargos de Provimento Efetivo não possui um que seja compatível com a sua qualificação profissional. Dessa maneira, sua Inscrição não poderá ser concluída. Informamos ainda a V. Senhoria que o valor recolhido para as Inscrições não será devolvido em hipótese alguma. Aguardamos por V. Senhoria em nosso próximo Certame e, desde já, contamos com a sua valiosa compreensão”.
Você duvida disso?
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