Vinte anos se passaram desde 1990, trabalhadores e trabalhadoras, representantes de organizações sindicais e eclesiais de base pensaram num projeto que viesse dar suporte para os trabalhadores, buscando uma economia sustentável em substituição a monocultura da cana-de-açúcar. Foi nesse momento que surgiu a iniciativa política fruto do acúmulo de vivências e organização que levou a construção de um projeto alternativo de superação do período da estagnação e do êxodo rural para retomada da economia local com organização de processos produtivos reconstruindo os rumos do desenvolvimento do município. Este projeto foi batizado com o nome de “PROJETO MUTIRÃO”.
A história do início do projeto data os dias 30 e 31 de maio de 1990, onde 68 pessoas reunidas na comunidade Tracuateua realizaram o primeiro mutirão na sede da associação com trabalhos de voluntários e solidários que daí em diante continuou mensalmente e sempre aumentando mais pessoas ( um mutirão de dois dias por mês que durou 10 anos: 1990- 2000). Com essa organização os trabalhadores conseguiram comprar uma área 545 hectares localizado às margens do Rio Meruú- Açu/ Ponta Negra com apoio financeiro de uma ONG católica denominada MANITESE ( italiana), que ajudou na construção da infraestrutura: barcos e centro de formação.
Em 2000 foi feita uma avaliação dos 10 anos de mutirão e processo de reflexão a respeito da prática desenvolvida pela associação, sua organização social e cultural.
Em 2004 os produtores de açaí de Igarapé-Miri conquistaram a certificação orgânica do produto. Em comemoração a essa conquista foi realizada em novembro de 2004 a I Festa do Açaí Orgânico que atualmente é um dos principais festivais do município. Em 2008 através do “Projeto Produzir” foram formadas mais de 420 famílias agroextrativista, a estas famílias foram distribuídas cerca de 10 mil mudas de vegetais permanentes.
Ao completar 20 anos de história o Projeto Mutirão continua sendo materialização da luta contínua pela valorização da qualidade de vida e pela consolidação de um novo projeto de desenvolvimento para o município.
segunda-feira, 24 de maio de 2010
sábado, 1 de maio de 2010
CULTURA
ANAPU VAI SEDIAR A II EDIÇÃO DA FEIRA DA CULTURA RIBEIRINHA
A Diretoria Executiva do Instituto Caboclo da Amazônia (INCAM) reuniu, neste domingo (25), com representantes do Conselho de Distrital do Anapu, juntamente com a Comunidade Católica de ALTO ANAPU, para anunciar o nome da localidade como sede II Edição da Feira da Cultura Ribeirinha, das Ilhas de Igarapé-Miri. O evento, que teve sua primeira edição no ano passado no distrito Maiauatá (Comunidade de Mamangalzinho), surgiu com a proposta de contribuir com o resgate e apropriação da tradição cultural das comunidades ribeirinhas do município de Igarapé-Miri. A decisão da escolha da comunidade como sede Feira Ribeirinha deste ano foi anunciada pela diretoria executiva do INCAM, representada pelos Senhores: Profº Isaac Fonseca Araújo (Presidente), Profº Israel Araújo (Secretário-Geral) e Profº Antonio Marcos Ferreira (Diretor do Núcleo Cultura e Educação Popular), na comitiva também estavam a professora Vanilza Moraes (esposa de Antonio Marcos e integrante do Núcleo de Cultura) e Sra. Keila Santos (Esposa de Isaac Araújo). A Feira Ribeirinha deste ano acontecerá nos dias 21 e 22 de agosto e debaterá a temática "Água, Economia e Desenvolvimento Sustentável". A Diretoria do Instituto sai de Anapu bastante entusiasmada com a empolgação das várias dezenas de pessoas presentes à citada Reunião. A perspectiva é que em 2010 seja superado o sucesso do Evento de 2009, do Distrito Maiauatá.
terça-feira, 30 de março de 2010
Por conta do Carnaval... a “carne vale” (Prof. Israel Fonseca Araújo(*))
“A festa tem este caráter mesmo de transbordamento, de inclinações libertinas, de prazer total exatamente por estar atrelada ao calendário cristão e por anteceder o tempo de contrição e penitências que se realiza na quaresma. Nos primórdios este clima foi associado ao esbanjamento, aos prodigiosos costumes. Como na quaresma a tradição prega a abstinência dos prazeres, da voz aguda, da carne (de pentear o cabelo e de varrer a casa), os dias que antecedem o compromisso de fé compensam a privação. A carne, então vale. Até a quarta-feira de cinzas, “a carne vale...Carnevale...Carnaval”, arrematava o fundador da EST.”
Sobre o que mesmo trata este excerto que ora transcrevi? Ah, sobre o Carnaval... a carne. É parte de uma contribuição que o professor Abílio Pacheco me manda (em fevereiro último). O título da crônica é “A carne vale (ou o Mardi gras deles lá)”, de Raimundo Sodré, cujo excerto transcrito é-lhe parte integrante.
A crônica de Sodré me fez voltar a pregar os olhos no bem falado Carnaval de 2010, de nosso Igarapé-Miri (méritos vão para a sociedade miriense, que bem soube “brincar” durante esses muitos dias, e também para o “Governo da Participação Popular”/Secretaria de Cultura, pelo esforço e medidas de precaução). Nesse caso a figura mais representativa, aos meus olhinhos ameríndios, é... pensem um pouco... é... a Paróquia de Sant’Ana e sua iniciativa de promover o Carnaval religioso-católico, na Barraca de Sant’Ana, com o seu recém-criado Bloco “Ruah – o sopro da vida”. Foram três dias de muita espiritualidade, brincadeiras e bonita interação não-alcoólica; portanto, sem drogas. Polêmicas político-ideológicas à parte vejo a iniciativa com meus (muito) bons olhos. Depois, o Bloco foi à “Avenida do Samba” (tradução: Av. Cl. Vitório, sentido rio Igarapé-Miri – praça do P. S., que é igual a “Perpétuo Socorro”) e passou com centenas de foliões-cristãos(ãs), cantando, dançando e louvando. Levando, ao final, o pároco da cidade. Isso mesmo, o religioso João Timóteo assinando embaixo pela muito feliz iniciativa, sem a covardia de tantos líderes que, ao co-projetarem certas estratégias, se escondem atrás de pessoas corajosas e, se tudo der certo, assumem a dianteira do processo; se der errado... eles não sabem do que se trata.
Mas o Carnaval traz lembranças – a nós brasileiros – às vezes assustadoras, como é o caso desta que relato aqui, com dois anos de atraso (nostalgia!). Foi através de uma reportagem a TV Record, fevereiro de 2008, sobre um momento do Carnaval baiano:
No Domingo Espetacular – TV Record (10/02/2008) foi exibida uma reportagem sobre o Carnaval de Salvador (violência, diversão...). Inicialmente mostrou várias cenas de violência entre foliões – incluindo supostas gangues que atuariam disfarçadas dentro dos Blocos, e outras mais esporadicamente. Já noutro recorte da reportagem, o destaque recaiu na violência de uma parte dos policiais encarregados da segurança desse evento. A matéria tinha um Especialista em Segurança que comentava alguns fatos mostrados. A mesma matéria mostrou várias cenas de espancamento feitos por policiais, todas (salvo engano) sem que as vítimas demonstrassem reação.
O que mais me chama a atenção nesses momentos de linguagem enquanto instrumento de interação são falas como: “As imagens vão parar na Corregedoria de Polícia e, se for constatado abuso da Autoridade Policial...”. Mas, como se for? Quer dizer que nós estamos vendo violência, mas não a enxergamos? Isso me faz lembrar de frases como a seguinte (num Capítulo da repetida novela Global “Coração de Estudante”, em fev/2008): “A política é a arte de falar não dizendo”.
Será que estou olhando, mas não vendo e ouvindo sem escutar?
Até uma próxima oportunidade.
___________________________
(*) Licenciado Pleno em Letras/Português (UFPA)... Educador das Redes Públicas de Ensino de Igarapé-Miri (PA) e SEDUC-PA.
Sobre o que mesmo trata este excerto que ora transcrevi? Ah, sobre o Carnaval... a carne. É parte de uma contribuição que o professor Abílio Pacheco me manda (em fevereiro último). O título da crônica é “A carne vale (ou o Mardi gras deles lá)”, de Raimundo Sodré, cujo excerto transcrito é-lhe parte integrante.
A crônica de Sodré me fez voltar a pregar os olhos no bem falado Carnaval de 2010, de nosso Igarapé-Miri (méritos vão para a sociedade miriense, que bem soube “brincar” durante esses muitos dias, e também para o “Governo da Participação Popular”/Secretaria de Cultura, pelo esforço e medidas de precaução). Nesse caso a figura mais representativa, aos meus olhinhos ameríndios, é... pensem um pouco... é... a Paróquia de Sant’Ana e sua iniciativa de promover o Carnaval religioso-católico, na Barraca de Sant’Ana, com o seu recém-criado Bloco “Ruah – o sopro da vida”. Foram três dias de muita espiritualidade, brincadeiras e bonita interação não-alcoólica; portanto, sem drogas. Polêmicas político-ideológicas à parte vejo a iniciativa com meus (muito) bons olhos. Depois, o Bloco foi à “Avenida do Samba” (tradução: Av. Cl. Vitório, sentido rio Igarapé-Miri – praça do P. S., que é igual a “Perpétuo Socorro”) e passou com centenas de foliões-cristãos(ãs), cantando, dançando e louvando. Levando, ao final, o pároco da cidade. Isso mesmo, o religioso João Timóteo assinando embaixo pela muito feliz iniciativa, sem a covardia de tantos líderes que, ao co-projetarem certas estratégias, se escondem atrás de pessoas corajosas e, se tudo der certo, assumem a dianteira do processo; se der errado... eles não sabem do que se trata.
Mas o Carnaval traz lembranças – a nós brasileiros – às vezes assustadoras, como é o caso desta que relato aqui, com dois anos de atraso (nostalgia!). Foi através de uma reportagem a TV Record, fevereiro de 2008, sobre um momento do Carnaval baiano:
No Domingo Espetacular – TV Record (10/02/2008) foi exibida uma reportagem sobre o Carnaval de Salvador (violência, diversão...). Inicialmente mostrou várias cenas de violência entre foliões – incluindo supostas gangues que atuariam disfarçadas dentro dos Blocos, e outras mais esporadicamente. Já noutro recorte da reportagem, o destaque recaiu na violência de uma parte dos policiais encarregados da segurança desse evento. A matéria tinha um Especialista em Segurança que comentava alguns fatos mostrados. A mesma matéria mostrou várias cenas de espancamento feitos por policiais, todas (salvo engano) sem que as vítimas demonstrassem reação.
O que mais me chama a atenção nesses momentos de linguagem enquanto instrumento de interação são falas como: “As imagens vão parar na Corregedoria de Polícia e, se for constatado abuso da Autoridade Policial...”. Mas, como se for? Quer dizer que nós estamos vendo violência, mas não a enxergamos? Isso me faz lembrar de frases como a seguinte (num Capítulo da repetida novela Global “Coração de Estudante”, em fev/2008): “A política é a arte de falar não dizendo”.
Será que estou olhando, mas não vendo e ouvindo sem escutar?
Até uma próxima oportunidade.
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(*) Licenciado Pleno em Letras/Português (UFPA)... Educador das Redes Públicas de Ensino de Igarapé-Miri (PA) e SEDUC-PA.
EDUCAÇÃO
A FARSA NA EDUCAÇÃO DEVE ACABAR, DIZ PROFESSOR ELVIS
Por Antonio Marcos Ferreira
Aconteceu do dia 8 de dezembro no auditório da Escola Enedina Sampaio Melo, na cidade de Igarapé-Miri, a quarta hora pedagógica do ano de 2009 promovida pela Escola.
Para os que ainda não conseguem entender o que estou falando, a hora pedagógica é um momento de reflexão e avaliação das práticas pedagógicas que orientam o processo de ensino-aprendizagem.
Muitas questões foram levantadas, nesta edição da hora pedagógica que tratou, sobretudo da avaliação institucional, porém uma questão levantada causou certo reboliço entre os professores.Isso aconteceu após a afirmação feita pelo Professor Elvis Corrêa, que recapitulando uma fala da Professora Márcia Matoso, afirmou “ A farsa na Educação do Estado deve acabar”.O professor referia-se a informação que a partir de 2011, os professores a exemplo dos alunos também serão submetidos a exame de desempenho.
O exame deve servir para revelar os falsos “mestres” que hoje estão em sala de aula sem o mínimo compromisso com a educação, diz Elvis. O professor Israel Araújo disse que a informação é ótima porque obriga os professores a buscarem a formação e saírem do comodismo que tanto aflige o ambiente escolar.
A Professora Silvia Helena lembrou que o estado também contribui para o mal desempenho dos professores, já que quase não oferece oportunidade de formação aos professores, que quando querem estudar tem que tirar do próprio bolso.
Para o professor Elvis, a proposta é boa já que irá revelar quem é professor e quem é simplesmente amador na educação. A Farsa deve acabar diz ele, os professores que não tiverem bom desempenho vão ter que estudar,conclui.
CIDADE
GOVERNO MUNICIPAL DISCUTE REGULARIZAÇÃO DE FEIRA E MERCADO DE VILA MAIAUATÁ
Em uma reunião que aconteceu no mês de janeiro em Vila Maiauatá (Salão Paroquial), o Governo Municipal discutiu com a comunidade diversos assuntos de interesse público para a localidade, entre as principais questões discutidas naquela ocasião o governo propôs um foco maior para a questão das irregularidades no comércio de Vila Maiauatá. Profissionais da Vigilância sanitária mostraram suas preocupações diante da falta de cuidados na comercialização de produtos alimentícios, onde expuseram a situação da venda de peixes e carnes ao ar livre, enquanto o Prédio do Mercado tem servido simplesmente para depósitos de isopor.
As “vitaminosas” de açaí foram também alvos das preocupações da equipe. A médica veterinária Roseane Silva falou dos riscos acarretados pela falta de higiene presentes no comércio local. A prefeitura propôs um recadastramento sócio-econômico dos comerciantes, além disso, propôs também a capacitação dos mesmos através de cursos e palestras promovidos por consultores da área de feiras e mercados. O vereador Jhay diz que a legalidade deve prevalecer diante do costume popular. O prefeito Roberto Pina disse que é preciso que todos estejam com suas situações regularizadas, assim poderão cobrar muito mais do poder público.
POLÍTICA
ENCONTRO DO PT AVALIA UM ANO DE GOVERNO E DISCUTE CENÁRIO DAS ELEIÇÕES 2010
O Partido dos Trabalhadores (PT) reuniu nos dias 27 e 28 de fevereiro no auditório da Escola Municipal Marilda Nunes para avaliar o primeiro ano do governo Roberto Pina (Governo da Participação Popular) e para discutir o cenário das eleições estaduais e federal. Na análise de conjuntura apresentada pelo prefeito Roberto Pina, o líder petista mostrou o atual panorama nacional após 20 anos, agora sem a presença de Lula como candidato. O projeto defendido pelo partido tem agora o nome de Dilma Russef com possível apoio do PMDB. Neste cenário outros nomes importantes aparecem como o nome da ex-ministra Marina Silva do PV e o ex-ministro Ciro Gomes do PSB, além de José Serra do PSDB.
No Estado, Pina disse que está disposto a desafiar qualquer um quanto a comparação entre os 12 anos dos governos do PSDB e os 03 anos do Governo Ana Júlia em Igarapé-Miri, citou obras como o novo mercado, os trapiches de Vila Maiauatá e Igarapé-Miri, a nova Feira Coberta,a Nova Delegacia, além de projetos como, o Bolsa trabalho, Projovem Urbano e Adolescente e Navega Pará.
Para Antonio Naum (filiado ao PT e membro da equipe do governo), são indiscutíveis as ações do Governo Municipal que tem trabalhado de maneira consistente, mas criticou a falta de comunicação no governo. Segundo ele, poucas pessoas têm conhecimento das de tudo aquilo que o governo tem feito. Antonildo também criticou a atitude de certos alguns governistas que possuem cargos comissionados, porém não vestem a bandeira do governo de maneira eficiente.
Na ocasião, tomou posse a nova diretoria executiva do partido que agora tem a frente o Vereador Elivelto Miranda, o qual deverá assumir as estratégias do partido nas eleições municipais.
terça-feira, 17 de novembro de 2009
LITERATURA
ESCRITORES MIRIENSES PARTICIPAM DA XIII FEIRA PAN AMAZÔNICA DO LIVRO, EM BELÉM
Os poetas/professores Antonio Marcos Ferreira e Israel Fonseca Araújo participaram da XIII edição da Feira Pan-Amazônica do Livro, ocorrida no período de 06 à 15 de novembro no Hangar, Centro de Convenções da Amazônia, Belém. Esses mirienses participaram de um “bate-papo literário” denominado “Com- Verso/a e Prosa”, sobre o livro “Contrastes, poemas que nascem na Amazônia”, que aconteceu no dia 07 de novembro, às 15h, no espaço dos Escritores Paraenses. Professores e alunos da Escola “Enedina Sampaio Melo” estiveram no evento, que mais uma vez foi um sucesso. É nessa Escola que os escritores lecionam, respectivamente, Filosofia e Língua Portuguesa. O momento contou ainda com a participação da Professora Vilma Brício (UFPA). Após a empreitada do “CONTRASTES”, os autores já caminham para outras novas viagens literárias.
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