quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Não existe “CAPADÓCIA” em Igarapé-Miri: sobre desrespeitos a nossa memória coletiva

Prof. Israel Araújo(*) – poemeiro@hotmail.com


A Rede Globo de Televisão (e outras coisas não declaradas?) exibiu, no ano de 2012, uma telenovela “das” nove (21h), intitulada “Salve Jorge”, uma produção que contava a mesma história contada por todas as novelas desse horário, com atores e atrizes prestigiados, sedutores(as), triângulos amorosos e muitas simulações de senas de sexo – isto para faturar audiência maior e maior volume financeiro com os comerciais da “KIA” e outros apoiadores desse conglomerado midiático.

Posicionamento diferente pode ser encontrado na enciclopédia mais visitada destes tempos, que afirma:

A novela falou sobre a fé e a devoção a São Jorge, e abordou também o tráfico ilegal e escravização de garotas no exterior, resultando numa grande campanha de esclarecimento da população sobre o modus operandis dessas máfias, estimulando denúncias que resultaram no desbaratamento de quadrilhas e na libertação de muitas brasileiras que vinham sendo mantidas como escravas sexuais no exterior. A novela teve como núcleo central o Complexo do Alemão, além da Capadócia, região da Turquia onde São Jorge nasceu(...) (http://pt.wikipedia.org/wiki/Salve_Jorge; acesso: 17/06/2014 – grifos meus).

Não nos parece uma inverdade essa afirmação quanto ao “papel social” que pode exercer uma telenovela exibida por um canal tão poderoso quanto esse. Até dizemos que tal equivale a uma verdade.
A Capadócia de fato existe e está bem distante de nosso território municipal (além do mais, em nosso Plano Diretor não há menção de território nominalizado dessa forma). Eis a Capadócia:

CAPADÓCIA(**)

Um céu colorido de balões dá “bom-dia” todas as manhãs aos visitantes da Capadócia, na Turquia. Eles vão surgindo às dezenas no horizonte, quando o sol nasce. Antes do primeiro raio soa dos minaretes o chamado para a reza - uma das cinco que os muçulmanos devem fazer. O dia vai tomando cores surreais e a paisagem vai se revelando.(...) A Capadócia fica a 700 km de Istambul e 300 km da capital Ankara, e não sem razão é uma das regiões mais procuradas pelos turistas na Turquia. Na verdade, já se destacava desde as eras mais remotas.
Foi terra dos hititas (cerca de dois mil anos antes de Cristo), frígios, assírios, medos, cimérios e persas. Foi assediada por Alexandre, o Grande, e província do Império Romano. Depois respondeu aos impérios bizantino e otomano. Guerras, intrigas e perseguições moldaram sua história assim como a ação do vento e a atividade vulcânica deram os contornos da paisagem que se vê.”

Pois bem, quando a TV Globo exibia a sua “Salve Jorge” (devoção da personagem principal) nosso Igarapé-Miri ganhou, graças aos esforços da eficiente gestão do petista Roberto Pina Oliveira, um condomínio popular, o Residencial “Açaí Lar”, que pertence ao Programa “Minha Casa, Minha Vida” (PMCMV), do governo federal. Foram muitas centenas de casas construídas à margem da PA-151, quase caindo na beira do rio Igarapé-Miri.

Até aí, tudo bem, não fosse uma horrorosa bolada nas costas de nossa história, nossa cultura, nossa economia e, logo, nossas identidades (nada está tão ruim que não possa piorar, não é mesmo?): por causa das cenas picantes(?) da citada produção global as pessoas começaram a chamar o citado condomínio de “Capadócia” (começaram a ser produzidos enunciados do tipo: “Ah, eu lá na Capadócia”,  “Minha irmã ‘ganhou’ uma casa lá na Capadócia”, ou “Eu tava tomando umas lá na Capadócia”... E o nosso residencial Açaí Lar (nome escolhido em votação) deixou de ser uma identificação e uma saudação a nossa cultura, pois este município é cantado como “A Capital Mundial do Açaí” – graças ao trabalho dos legítimos trabalhadores(as) da cultura do açaí – para se transformar numa saudação à manipulação ideológica mais poderosa que a Globo pode fazer com os seus telespectadores mais desavisados(as).

Consequência: “a cagada já tá feita e fedendo muito”, como se diz nesta Terra (ainda se diz, mas essa cultura está em ruínas, pois tem poucos representantes). Deixaremos que uma instância da mídia venha a mandar em nossa história, venha decidir até os modos de nominalizar os nossos territórios – que são territórios de nossas intimidades coletivo-individuais?

Vejamos este fato. Uma vez eu queria namoros com uma moça muito das bonitas e, acreditando que eu tinha chances reais de sucesso na empreitada, dei o “ponta-pé” inicial, ao que ela respondeu: “Isso não pode acontecer”, com a devida segurança requerida para uma situação de “saliência” dessas. Ora, não existe “Capadócia” em Igarapé-Miri. Nenhum de nossos bairros se chama dessa maneira, nem distrito administrativo algum tem essa identificação. Vamos parar de aplaudir quem nos humilha dia si, outro talvez.

Já esquecemos de como os paraenses fomos tratados por essa emissora? Somos, mesmo e de fato, “bichos” que não conhecem computador e nem praias de areia, nem o Marajó, Salinas, Mosqueiro e outras?






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(*) Professor e professor; cursa Mestrado Acadêmico em Letras na Universidade Federal do Pará (UFPA, 2013-2015).

(**) Fonte: http://viagem.uol.com.br/guia/turquia/istambul/roteiros/capadocia-surpreende-com-rochas-inusitadas-e-cidades-subterraneas/index.htm (acesso em 17/06/2014).

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

A GUERRA DE TRÓIA


Igarapé-Miri, 18 de  janeiro de 2012

A GUERRA DE TRÓIA E PREPOTÊNCIA DE AGAMENON¹
Antônio Marcos Ferreira*
Nesta semana, aproveitando um pouco do recesso do meu trabalho - em sala de aula, tive vontade de assisti novamente um filme que considero ser uma das mais brilhantes sagas do cinema mundial, o que o fiz na terça feira 14/01. Trata-se do filme TRÓIA      do diretor americano Wolfgang Petersen.  Esse filme como quase todos sabem narra a epopéia  dos gregos até a mitologia  cidade de Tróia afim de reaver a bela Helena, a esposa de Menelau que havia sido “raptada” pelo príncipe troiano Páris, filho do Rei Príamo.
Na verdade existem certos detalhes que nem todos conseguem enxergar nessa história, como por exemplo, a astúcia e prepotência de Agamenon, o qual se aproveitando  da paixão do irmão traído teria forjado um discurso da compaixão, para aproveitar a oportunidade de ir em busca de seu antigo sonho:  conquistar a fortificada e rica cidade de Tróia.
Agamenon é um aloprado, mais que apesar de sua ganância sabia que sozinho não poderia chegar onde queria, por isso tem paciência de esperar o momento certo para agir. E quando recebe a notícia do que ocorrera a Menelau, apresenta seu falso “ombro amigo” , colocando-se a disposição  para aquilo que fosse necessário.
Agamenon consegue implantar  inclusive uma pseudo-justificativa “coletiva”, alegando que não só Menelau fora ofendido, mas honra grega. Assim consegue juntar todos os lideres  da redondeza encabeçar em uma marcha naval rumo à cidade de Tróia. E com apoio de brilhantes guerreiros e estrategistas como Aquiles e Odisseu tem a seu favor toda a estrutura que precisava para alcançar o seu objetivo particular.
Talvez existam muitos  Agamenons” por aí, aproveitando-se da impotência e da dificuldade de alguém (ou de  algum povo) para implantar seus planos  de poder.  Sendo necessário ficarmos de olhos  bem abertos, pois em uma sociedade democrática precisamos sim legitimar e respeitar as decisões legais (ainda que moralmente não concordemos com nenhuma das prática), mas não ninguém é obrigado a aplaudir o espetáculo da barbárie.

¹Texto lido na Abertura do Programa Remanço do Incam (Rádio Natureza FM 87,9) em 19 de janeiro de 2013
* Graduado em Filosofia (Licenciatura Plena/Bacharelado) – UFPa, Acadêmico do Curso de Administração Pública UAB/UFPa, Professor de Filosofia na Rede Estadual – SEDUC/Pa, Coordenador do Núcleo de Cultura e Educação Popular do INCAM, Presidente do COMCIM _ Conselho Municipal de Cultura de Igarapé-Miri. Possui alguns  trabalhos publicados.
Disponível também no blog:www.afolhademaiauata.blogspot.com

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

O PROBLEMA DO BRASIL


I
 SERÁ QUE O PROBLEMA DO BRASIL ESTÁ NA FALTA DE AMOR?

Igarapé-Miri, 11 de janeiro de 2012


Lendo as páginas do Jornal Diário do Pará da última terça feira 08/01/12 deparei-me |com um texto no mínimo provocativo. O Texto trazia uma breve abordagem sobre o  discurso do Senador petista Eduardo Suplicy (SP) que ocupando a tribuna parlamentar em dezembro do ano passado defendia a inclusão da palavra “AMOR” antes do lema “Ordem e Progresso”  na bandeira brasileira, ocasião em que fora rebatido pelo seu colega de parlamento, o Senador Cristovam Buarque  (PDT/DF) que fazendo o discurso de discórdia expressou-se “ se fossemos fazer uma bandeira para o povo brasileiro, seria preciso tirar tudo que está escrito, já que dez milhões de brasileiros não sabem ler”.
Fiquei refletindo sobre durante esta semana sobre o teor das duas arguições e entendi que é preciso construir o discurso da conciliação entre essas duas falas, afinal  é  evidente que o senador Cristovam Buarque que até por ser além  de parlamentar também professor  é  conhecedor da realidade educacional no Brasil  e explicitamente quis chamar atenção para o problema do analfabetismo que  bem sabemos ser ainda um dos grandes problemas sociais no país. É bem verdade que do ponto de vista econômico já não somos meros coitadinhos, já que iniciamos a segunda década do milênio ocupando o sexto lugar entre as potencias mundiais e com previsões bastante otimistas de logo-logo ultrapassaremos a França e seremos (provavelmente) a 5ª potência mundial. Todavia quando se fala em desigualdade social, percebe-se sem dificuldade que o nosso problema está na má distribuição de renda – o que significa que também uma má distribuição de oportunidades na educação, acesso à cultura, acesso à saúde, etc. - e pela previsão da UNESCO só 40 anos alcançaremos os números desejáveis pela organização.
Podemos até nos entusiasmar de que com a efetivação do Plano Nacional de Educação – PNE é possível que os tais números desejados sejam alcançados até antes, mas é bom não nos iludirmos tanto, pois as melhorias na educação brasileira estão sendo conquistadas a passos de tartarugas. E com a “cambada” de políticos descomprometidos e desqualificados que ocupam desde as cadeiras das câmaras municipais aos mais altos cargos do poder, não dá pra confiar que educação está sendo olhada como prioridade.
Por fim é evidente que o discurso de Cristovam Buarque faz muito sentido, no entanto não dar pra ignorar o discurso do Senador Suplicy, afinal se houvesse mais amor em nosso país, haveria mais investimentos em educação, cultura, saúde, esporte... E portando mais oportunidade a todos, enfim seriamos um país menos desigual.


Prof. Antônio Marcos Ferreira


segunda-feira, 5 de novembro de 2012

A "BALSA DOS DERROTADOS" E A ESSÊNCIA DA DEMOCRACIA



 Com  apenas uma semana após o dia da votação, assim como a deflagração dos resultados das eleições municipais em todo o país, aqui em Igarapé-Miri, já podíamos nos deliciar com a leitura do Texto em Cordel “A Balsa dos Derrotados” que a exemplo de outros anos era produzido pelo saudoso poeta miriense Manoel Machado (à 2 anos falecido), como o ditado popular “filho de peixe peixinho é” as vezes costuma da certo, desta vez por aqui deu , e o legado paterno caiu bem ao jovem Professor Maelson Machado, matemático também amante das palavras rimadas  que agora é quem se atreve a escrever a “Balsa dos Derrotados”, e promete manter viva essa tradição, desta vez para narrar a Vitória nas urnas do prefeito eleito Ailson Amaral/Pé de Boto e conseqüente derrota de Roberto Pina (atual prefeito), assim como a queda dos 125 candidatos a vereadores que ao lado dos 13 eleitos somavam 138 concorrentes à Câmara Miriense.
Pois bem, os  povos gregos da antiguidade entendiam que a política é a melhor maneira que o ser humano tem para trabalhar pelo bem comum da sociedade. E entendiam também que é pela ação e pelo discurso que a verdadeira política se manifesta.
Essas ideias constituem a essência da democracia e foram fundamentais para a construção da consciência política no ocidente ao longo dos tempos.  Daí a nossa lamentação por conta do assalto à liberdade promovido pelos regimes totalitários  que patrocinaram  uma verdadeira ruptura com o verdadeiro sentido da política. A perda de tal sentido tem se perpetuado até os dias de hoje, sendo triste presenciarmos as inúmeras atitudes de homens e mulheres que na sociedade atual se recusam a contribuir com o processo democrático, se negando a participar do debate político e do confronto de ideias. É necessário sim que tenhamos a maturidade política para legitimar as decisões que provem do âmbito popular, no entanto é necessário repudiarmos as abusivas práticas antidemocráticas vivenciadas nos nossos dias, do contrário as nossas eleições se equivalerão ao período do coronelismo onde o poder econômico do coronel sempre se sobrepunha a qualquer possibilidade de um adversário que ousasse buscar o poder.
Reiteramos dizendo que é necessário garantir o reconhecimento das decisões do povo, todavia e também necessário combater toda e qualquer atitude que não contribua com a democracia e digo ainda que aqueles que se recusam passar pela prova do debate político e o confronto de ideias não deveriam sequer sentir o desejo pelo poder em uma sociedade democrática.
No mais queremos parabenizar aos homens e mulheres que ajudaram mais uma vez a manter a  festa da nossa democracia, e desejamos boa sorte ao prefeito eleito Aílson Amaral/Pé de Boto, assim como aos 13 vereadores que deverão assumir a direção do município a partir do dia 1º de janeiro de 2013. Bom mandato a todos!!!

EMPRESÁRIO PÉ DE BOTO É ELEITO NOVO PREFEITO DE IGARAPÉ-MIRI: Câmara dos vereadores também já tem seus 13 escolhidos para o quadriênio 2013-2016.


No dia 07 de outubro, seguindo o exemplo dos cidadãos de todo o Brasil  84,7 %  dos 43.906  mirienses aptos a votar foram às urnas a fim de escolher o gestor municipal assim como vereadores que deverão estar à frente do município nos próximos quatro anos. A corrida aos cargos eletivos iniciou ainda no mês de junho quando os partidos realizaram suas convenções, fizeram composições de coligações, deram entrada nos registros de candidaturas, assim como aguardaram homologação pela justiça eleitoral.
Em Igarapé-Miri, apenas duas coligações majoritárias foram formadas, sendo elas
1) Coligação “Com  a força do Povo, Pina de Novo”, que defendia a reeleição de líder sindical Roberto Pina Oliveira (PT) – Vice Francisco Pantoja (PMDB) com a parcerias de outros partidos como: PSC, PSB, PTN, PV, PRP, PPL, PC do B.
2) A coligação “De mãos dadas com o povo” defendendo  candidatura do empresário Aílson Santa Maria do Amaral (Pé de Boto/DEM), que foi para disputa do cargo pela primeira vez e que teve como vice  o senhor Edir Corrêa (PSD), esposo da ex-prefeita Dilza Pantoja, contando com apoio de partidos como: PSDB, PP, PR, PDT entre outros.
As campanhas ganharam mais fervor a partir de agosto com a realização dos primeiros comícios, carreatas, barquetas, programas de rádio, etc. Finalizando na sexta feira (05/10) quanto as duas candidaturas realizaram suas últimas carreatas.
Nas vésperas e durante o dia da eleição era possível perceber nas ruas e rios o clima tenso por conta do pequeno número de policiais no município.
Por volta das 19 horas o site do TSE já revelava o resultado favorável à coligação de mãos dadas com o povo, e os partidários da “candidatura amarela” já festejam a vitórias de Aílson Amaral/Pé de Boto nas urnas com um número total de 18.616 contra 16.031 votos da candidatura de Roberto Pina.
Já a disputa  para os cargos dos 13 vereadores terminou  antes das 21 horas e ficaram assim definidas: 1º Fuxico (DEM) com 1.252 votos - 2º Nenca (PMDB) com 1.234-3º Nayara Pantoja (PSD) com 1.143 - 4º Rufino Leão (PSC) com 1.119 - 5º Toninho do Muritinga (PSB) com 993 - 6º Josias Belo (PSC) com 978 - 7º Santuri (PMDB) com 907- 8º Toninho Peso Pesado (PMDB) com 902-  9º Lula (PP) com 898 - 10º Dalva Amorim (PTB) com 894- 11º Profª Melry (PT) com 748 -  12º Carmozinha (PV) com 744 - 13º Augusto(PDT) com 494 votos.
É Importante citar também que dos vereadores atuais apenas 4 conseguiram reeleição sendo eles: Fuxico, Toninho Peso Pesado, Santuri e Carmozinha.
Todos os candidatos eleitos deverão tomar posse no mês de janeiro de 2012 para mandatos até 2016.
 (Por Antonio Marcos Ferreira)

sábado, 23 de junho de 2012

Municipio de Igarapé-Miri recebe visita de integrantes dos Ministério da Cultura. Igarapé-Miri a um passo da adesão ao Sistema Nacional de Cultura ( Na Foto membros do COMCIM - Conselho Municipal de Cultura de Igarapé-Miri e integrantes do MINC - Ministério da Cultura)

segunda-feira, 14 de maio de 2012

EDITORIAL: ESTRADA DA VILA DE QUEM É A CULPA?

(Prof. Antonio Marcos Ferreira) Após algumas mudanças no Projeto Laboratório de Imprensa Popular em Igarapé Miri,do qual resultam as publicações da Revista Experimental MATINTA e o Informativo A FOLHA DE MAIAUATÁ (impresso e via blog), e por considerarmos as constantes cobranças sociais para o retorno deste instrumento que é vinculado a estrutura institucional do INCAM – Instituto Caboclo da Amazônia decidimos que era necessário retomarmos às publicação d’A FOLHA DE MAIAUATÁ.Este veículo que não possui interesse mercadológico volta a cumprir a sua função social de instrumento de comunicação popular Nessa edição de retorno à publicação d’A folha de Maiauatá o nosso editorial discute a situação da Estrada da Vila. Depois de muitos ditos e não feitos, a Rodovia PA 407 (recentemente “batizada” como Rodovia do Açaí), continua quase que intrafegável. Os gigantescos buracos no péssimo asfalto aplicado em 2006, tornam a rodovia (que de PA só tem o nome) bem mais caótica a cada dia. São décadas de desatenção do poder público que ignora a importância sócio- econômica da Estrada da Vila para o município de Igarapé-Miri. Os 600 cidadãos , aproximadamente, que diariamente fazem o percurso vila-cidade e vice-versa, as 06 (seis) unidades escolares de ensino fundamental e médio (não incluindo as escolas de Vila Maiauatá); as 98 toneladas de frutos de açaí que entre agosto e janeiro movimentam a economia local, assim como as 2.688 (duas mil seis seiscentos e sessenta e oito) toneladas anuais de conserva de palmito (conforme dados do Movimento pela pavimentação da Rodovia do Açaí) e tantos motivos mais, não tem sido suficiente para provocar a atenção do poder público para a importância da Rodovia que é popularmente conhecida com Estrada da Vila. Em 2011 foi criado o Movimento pela pavimentação da Rodovia do Açaí (formado por lideranças comunitárias, religiosas e políticas), o qual após realizar vários atos públicos foi até Belém cobrar atenção do governo estadual, mas até agora parece que não se tem respostas concretas para a solução do problema. A referida rodovia que já caminha para 4 (quatro) décadas de existência continua sendo vítima do abandono e desconsideração por parte do poder público. Resta-nos é perguntar: De quem é a culpa?